O que falta saber sobre caso de família intoxicada por bolo no Rio Grande do Sul
Uma tragédia marcou a confraternização de fim de ano de uma família no litoral norte do Rio Grande do Sul. Aconteceu em Torres, uma cidade na região de praias, onde uma reunião de família virou um pesadelo. Depois de comerem um bolo durante o café da tarde, três pessoas morreram. A situação não parou por aí: outras quatro pessoas, incluindo a mulher que fez o bolo, também ficaram mal e precisaram ser levadas ao hospital.
O caso aconteceu na segunda-feira, 23 de dezembro de 2024, e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul está investigando. Eles estão levantando a hipótese de que as mortes possam ter sido causadas por uma intoxicação alimentar, possivelmente devido ao uso de ingredientes vencidos. Mas, claro, ninguém está descartando a possibilidade de envenenamento. As investigações estão sendo conduzidas pelo delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso, que informou que todos os cenários ainda estão sendo analisados. Eles até disseram, em nota à imprensa, que as provas periciais estão sendo aguardadas.
Uma semana depois, no dia 27 de dezembro, o hospital divulgou que havia encontrado arsênio no sangue de uma das vítimas e também em dois sobreviventes. O arsênio é uma substância bem tóxica e pode ter sido o que causou a morte das pessoas. E o mais intrigante disso tudo é que especialistas afirmam que ingredientes vencidos não se transformam em arsênio. O químico Ubiracir Lima, do Conselho Federal de Química, afirmou que não existe nenhum tipo de reação que possa gerar essa substância a partir de produtos vencidos. Então, surge a dúvida: se não foi o bolo, o que causou tudo isso?
Entre as vítimas fatais estão as irmãs Neusa Denise da Silva dos Anjos, de 65 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, de 58, além da filha de Neusa, Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43. Já Zeli Teresinha dos Anjos, de 61 anos, irmã das duas primeiras e responsável por fazer o bolo, segue internada, mas está estável. Curiosamente, o ex-marido de Zeli havia falecido em setembro deste ano, com um quadro de intoxicação alimentar semelhante. Por causa disso, a polícia decidiu exumar o corpo dele para verificar se houve envenenamento também.
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Maida, que faleceu no dia 23 de dezembro, teve uma parada cardiorrespiratória, segundo o boletim médico. O marido dela chegou a ser hospitalizado, mas logo teve alta. Já Neusa faleceu no dia seguinte, 24 de dezembro, após sofrer o que os médicos chamaram de “choque pós-intoxicação alimentar”. Ela era mãe de Tatiana, que também veio a falecer, vítima de uma parada cardiorrespiratória provocada pela intoxicação.