O que acontece no cérebro humano quando as pessoas contam mentiras
E a ciência também tem observado que quem mente bem costuma ser mais criativo. Francesca Gino e Scott Wiltermuth fizeram experimentos onde os participantes que trapacearam mostraram níveis mais altos de pensamento criativo logo depois. Às vezes, quebrar algumas regras pode até estimular a imaginação.
Quando a Mentira Sai do Controle
Mas, claro, nem tudo é brincadeira. Algumas pessoas têm transtornos que as levam a mentir em excesso. Isso pode se tornar um problema sério, principalmente se a pessoa não consegue parar mesmo sabendo que está errada. Livia explica que, quando alguém mente e não enfrenta consequências, isso pode levar a mais mentiras.
Jéssica Martani, psiquiatra, fala que é importante diferenciar os tipos de mentira. Algumas são sociais, contadas pra evitar conflitos. Mas, se a mentira causa dor ou problemas, pode ser um sinal de que a situação é mais grave.
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Mentira patológica, ou mitomania, é quando a pessoa mente de forma compulsiva, muitas vezes sem intenção de enganar. Isso pode esconder problemas emocionais mais profundos. Daniela Faertes, psicóloga, diz que esses casos começam com pequenas mentirinhas, mas acabam se agravando. O mentiroso se perde em suas próprias histórias e, com o tempo, perde a credibilidade com os outros.
As pessoas que mentem muitas vezes buscam atenção ou reconhecimento. Mas, com o tempo, os que estão ao redor começam a perceber e isso leva a afastamentos, principalmente no trabalho. A necessidade de ser admirado está muitas vezes ligada à baixa autoestima.
Essas pessoas normalmente só buscam tratamento quando a mentira começa a causar problemas em suas vidas. E o tratamento envolve entender o que as faz criar essa nova realidade, em vez de lidar com a que realmente existe.