Médico de cuidados paliativos revela o que as pessoas veem antes de morrer
Nos últimos tempos, a galera da área médica tem mergulhado num assunto bem curioso: as experiências que as pessoas têm quando estão chegando perto da morte. É um campo que, até pouco tempo, era meio deixado de lado, mas agora os pesquisadores estão mais atentos pros aspectos psicológicos desse momento. Um dos caras que tá na linha de frente dessa pesquisa é o Dr. Christopher Kerr, um médico de cuidados paliativos lá de Buffalo, Nova York.
O Dr. Kerr tá estudando o que acontece na mente das pessoas nos seus últimos dias de vida, e o que ele descobriu é bem interessante. Por exemplo, adultos e crianças têm experiências de fim de vida bem diferentes. Enquanto os adultos geralmente relembram momentos importantes do passado ou ficam pensando nas coisas que deixaram mal resolvidas, as crianças costumam usar mais a imaginação pra se sentirem melhor.
Um exemplo que o Dr. Kerr conta é de um paciente dele, um homem de uns 40 anos que teve uma vida meio conturbada. No começo, o cara até tava de boa, mas depois começou a ficar muito angustiado com uns sonhos onde ele era atacado pelas pessoas que ele tinha magoado ao longo da vida. A parada é que esses sonhos complicados acabaram servindo pra ele se acertar com a filha antes de morrer em paz.
O Dr. Kerr explica que essas visões, por mais duras que sejam, não são só uma forma de escapar de memórias ruins. Na real, elas ajudam a pessoa a processar o que aconteceu na vida e, quem sabe, encontrar alguma paz. Ele conta também a história de um veterano da Segunda Guerra Mundial, que participou da invasão da Normandia. O homem sofria de PTSD, aquele transtorno de estresse pós-traumático, e, no fim da vida, ele tinha umas visões bem perturbadoras que não deixavam ele descansar. Mas, no último sonho que teve, ele imaginou um cenário onde recebia seus papéis de dispensa do exército, o que fez ele encontrar um alívio antes de partir.
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Agora, quando se trata de crianças, o papo é outro. Como elas não têm tanto contato com a ideia de morte, as experiências delas são bem mais fantasiosas. Muitas vezes, elas falam de encontros com animais que aparecem pra dar conforto e companhia. O Dr. Kerr acha que isso tem tudo a ver com a imaginação fértil e a criatividade natural das crianças, que acabam criando esses cenários mais leves.