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Após se curar do câncer, Heloísa Périssé diz que não tem mais religião

Heloísa Périssé foi a convidada do programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil nesta quarta-feira, 21 de agosto, e fez algumas revelações bastante pessoais sobre sua vida após enfrentar um câncer nas glândulas salivares. Durante a entrevista, ela compartilhou como essa experiência impactou profundamente sua visão de vida e fé.

A atriz comentou sobre sua relação com a religião, dizendo que sempre teve uma conexão espiritual forte, mas não necessariamente dentro dos moldes tradicionais. “Sempre fui uma pessoa muito religiosa, tenho uma espécie de igreja em casa”, começou ela. “Mas não sou religiosa no sentido dogmático, sou mais do tipo que busca se reconectar. Hoje, com 58 anos, não tenho mais uma religião definida, mas mantenho a minha fé.” Para Heloísa, a fé é algo mais profundo e pessoal do que as regras e práticas de uma religião específica.

Ela também refletiu sobre o papel do desejo e da fé em sua vida. Segundo a atriz, “Deus me ensinou que a gente pode desejar muitas coisas, mas é a fé que realmente faz a diferença, seja em aspectos físicos ou espirituais. A fé nos coloca em um lugar especial. Quando você atinge esse lugar, com a maturidade, você acaba ressignificando muitas coisas na sua vida.” Essa visão parece ter sido uma grande parte do processo de cura e transformação pessoal que ela experimentou.

Heloísa também compartilhou uma história engraçada e tocante sobre Paulo Gustavo, que faleceu antes dela descobrir o câncer. Ela se lembrou de uma conversa que teve com o humorista em 2019, onde disse a ele que sentia que ia falecer. Paulo Gustavo, com seu jeito brincalhão, fez uma piada sobre isso. “Grava um vídeo se despedindo de mim. Quando você partir, eu vou negociar isso e ganhar um dinheiro para ficar mais rico”, foi a resposta dele, arrancando risadas e mostrando como ele lidava com situações difíceis com humor.

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Mesmo assim, a atriz admitiu que o diagnóstico de câncer trouxe um momento de grande introspecção. “Quando descobri a doença, tive uma sensação muito forte da despedida, mas também de renascimento. Foi como se eu estivesse vivendo um ciclo completo. Era como se fosse a minha hora, mas, na verdade, não era.” Ela explicou que esse período foi um divisor de águas para ela, trazendo um novo entendimento sobre a vida e sobre a própria espiritualidade.

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