Notícias

Entenda é o que são os stims no autismo

Os stims são uma parte do comportamento autista e podem variar amplamente de pessoa para pessoa

Muita gente não entende bem o que são os stims e como eles se encaixam no universo do autismo. De fato, para quem não vive essa realidade, pode parecer algo meio confuso. Mas, na verdade, os stims são um comportamento bastante comum entre pessoas autistas, e muitas vezes, eles são uma ferramenta importante para lidar com diversas situações do dia a dia.

Basicamente, os stims são comportamentos repetitivos que ajudam as pessoas autistas a se autorregular. Isso pode incluir aliviar o estresse, expressar um interesse ou até mesmo lidar com algum desconforto. Para alguns, os stims podem funcionar como uma forma de comunicação não verbal, ajudando a transmitir emoções, necessidades e interesses de uma forma muito pessoal e única. É como se fosse uma linguagem corporal só delas.

Mas, afinal, o que são esses tais stims? O termo “stim” vem de “estimulação” e refere-se a comportamentos repetitivos que têm a função de autoestimulação. Esses comportamentos são comuns entre pessoas autistas, mas também podem aparecer em pessoas com outros transtornos e até mesmo em pessoas que não estão no espectro autista.

Which breed is your favorite?

Os stims, ou estereotipias como também são conhecidos, podem se manifestar de várias maneiras e variam muito de pessoa para pessoa. Cada um tem a sua própria forma de expressar esses comportamentos, e isso pode incluir ações que vão desde movimentos simples até posturas mais complexas.

Alguns exemplos comuns de stims incluem:

  • Agitar os braços rapidamente
  • Estalar os dedos
  • Repetir palavras ou sons
  • Balançar o corpo para frente e para trás
  • Girar objetos repetidamente
  • Folhear um livro de maneira compulsiva
  • Enrolar um fio de cabelo entre os dedos
  • Passar a mão nas superfícies para sentir as texturas

Esses comportamentos são muito variados e atendem a necessidades sensoriais específicas de cada pessoa. Por isso, o que pode ser um stim para uma pessoa pode não ser para outra, e a situação também pode influenciar esses comportamentos.

Então, será que os stims precisam ser interrompidos? De acordo com a National Autistic Society do Reino Unido, os stims não devem ser interrompidos ou reduzidos, pois são uma maneira importante de lidar com o estresse e a ansiedade. Se tentarmos parar ou controlar esses comportamentos sem entender o contexto, podemos acabar piorando a situação, aumentando o estresse e a ansiedade da pessoa autista.

O que você achou?
Próximo Artigo Entenda polêmica entre Luciano Huck e Ana Paula Renault sobre Bolsa Família