Suspeita de matar namorado detalhou o que fez para corpo não exalar cheiro
No domingo (19), às 10h40, ela vai até a academia do prédio para fazer exercício. Na segunda (20), ao meio-dia, ela surge com dois celulares. Cerca de uma hora depois, está na portaria, com uma mala e duas bolsas. Às 13h20, ela vai embora, porém só depois de esperar o cartão da conta conjunta que abriu com Luiz chegar no prédio.

O laudo indica que o corpo do empresário estava em avançado estado de decomposição e que o óbito ocorreu entre três e seis dias antes de ser encontrado. A necropsia não revelou a causa da morte.
O perito localizou pequena quantidade de líquido achocolatado no sistema digestivo. De acordo com a investigação, Luiz Marcelo comeu um brigadeirão envenenado que, certamente, estava no prato que ele segurava no elevador.
A polícia encontrou um analgésico forte na cena do crime e apurou que Júlia, 9 dias antes da última imagem de Luiz Marcelo vivo, foi até uma farmácia e pediu medicamento de uso controlado.
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Júlia chegou a prestar depoimento. De acordo com a polícia, ela foi fria e calculista disse também que Luiz serviu o café da manhã dela na segunda de manhã, o que é improvável de acordo com a necropsia.
“É um caso aberrante porque evidencia extrema frieza. Ela teria permanecido no interior do apartamento da vítima, com o cadáver, por cerca de 3, 4 dias. Lá ela teria dormido ao lado do cadáver, se alimentado, ela teria inclusive descido para a academia, se exercitado, retornado para o apartamento onde o cadáver se encontrava”, diz o delegado Marcos Buss, da 25ª DP (Engenho Novo).