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Eduardo Bolsonaro envia “último recado” ao Brasil e mostra carta de Donald Trump em defesa de Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a movimentar as redes sociais nesta semana ao publicar um vídeo em que manda, segundo ele mesmo, um “último recado” às autoridades brasileiras. O tom do parlamentar foi de alerta: Eduardo afirmou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria disposto a adotar sanções contra o Brasil, caso Jair Bolsonaro fosse condenado. A fala repercutiu logo depois da confirmação da data do julgamento do ex-presidente no STF, em um processo que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022.

No vídeo, que circulou principalmente no X (antigo Twitter) e também no Instagram, Eduardo aparece exibindo uma carta que, de acordo com ele, teria sido assinada pelo próprio Trump e enviada diretamente a Jair Bolsonaro. O conteúdo do documento, segundo o deputado, mostraria a preocupação do republicano com a possibilidade de prisão e com o que chamou de perseguição política sofrida por Bolsonaro. Eduardo ainda destacou que teria recebido essa carta durante uma visita a Washington, em uma agenda que incluiu um encontro com um aliado próximo de Trump na Casa Branca.

O ponto que mais chamou atenção foi a ênfase que o deputado deu ao peso político e econômico do ex-presidente norte-americano. Segundo Eduardo, subestimar Trump seria um “erro estratégico” para o Brasil. Ele lembrou que, mesmo fora do cargo, Trump mantém influência sobre setores econômicos e diplomáticos nos EUA, e que não seria absurdo imaginar algum tipo de retaliação internacional se a situação de Bolsonaro se agravasse.

No mesmo discurso, Eduardo Bolsonaro aproveitou para atacar a atuação do Itamaraty. Ele relatou que a embaixadora Maria Luiza Viotti teria tentado contato com representantes do governo americano, mas foi simplesmente ignorada. Nas palavras do deputado, ela levou uma “porta na cara” ao buscar o Departamento de Estado. Para ele, isso seria a prova de que a diplomacia brasileira estaria enfraquecida e sem canais de diálogo eficazes com Washington.

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Eduardo também insinuou que, se o governo brasileiro continuar sem agir, Trump pode recorrer a “instrumentos de pressão” que teria à disposição. Não especificou quais seriam esses instrumentos, mas a declaração foi interpretada como uma ameaça velada de sanções comerciais ou até diplomáticas. Esse tipo de retórica, num momento em que a economia mundial anda instável e o Brasil busca se posicionar melhor no mercado internacional — ainda mais depois da recente cúpula do G20 no Rio de Janeiro — acaba sendo motivo de preocupação para setores mais pragmáticos da política.

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