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“Momento de esperança”, vibra 5ª pessoa do mundo a se curar do HIV

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é uma doença que ainda afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Desde a sua descoberta, em 1981, muitos avanços foram feitos no tratamento da doença, mas ainda não havia uma cura definitiva. No entanto, em 2009, o primeiro caso de cura do HIV foi relatado, trazendo uma nova esperança para as pessoas que convivem com o vírus.

Em 2019, Paul Edmonds, de 67 anos, tornou-se a quinta pessoa do mundo a ser curada do HIV. O tratamento que o curou foi um transplante de células-tronco de uma pessoa resistente ao HIV. O gene CCR5, presente em aproximadamente 1% da população, é capaz de neutralizar o vírus. Essa é a mesma técnica utilizada no primeiro caso de cura do HIV, de Timothy Ray Brown, em 2009.

O transplante de células-tronco é um tratamento arriscado e não é indicado para tratar o HIV, mas para tratar a leucemia, que Edmonds havia sido diagnosticado em 2018. Pessoas idosas com HIV costumam desenvolver esse tipo de leucemia como consequência de um sistema imunológico enfraquecido por décadas de luta contra a AIDS. Usar a quimioterapia em um paciente como Edmonds, que também tomava as medicações antirretrovirais para pausar o desenvolvimento do HIV, seria um risco porque a quimio também enfraquece o sistema imunológico. Por isso, o transplante de células-tronco foi oferecido como uma alternativa.

Para Edmonds, essa foi a segunda vez que enfrentou a morte. Ele convivia com o HIV desde 1988 e passou por todas as fases mais sombrias da doença, quando tê-la era quase uma sentença de morte. Ele perdeu muitos amigos para a doença e afirma que ter o HIV era como uma maldição. Tinha medo de fazer o teste porque um resultado positivo era a certeza de morte.

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Foi a segunda vez que encarei a morte, mas não estava preparado para morrer. Gosto da minha vida”, diz Edmonds, sobre o transplante de células-tronco.

A cura de Edmonds traz uma nova esperança para as pessoas que convivem com o HIV. Ele espera contar sua história para trazer esperança às pessoas que vivem com a doença. Seu marido, Arnie House, com quem está desde 1989, também vive com o vírus. House disse que estava tão feliz com a cura de Edmonds como teria ficado se fosse a dele.

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