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“A crença de que crianças têm de ficar com a mãe é muito machista.” Pai dá show de responsabilidade

O papel do pai na criação dos filhos sempre foi subestimado pela sociedade. É uma ideia enraizada que a mãe é a única responsável pela criação dos filhos, enquanto o pai é apenas um auxiliar. A ideia é tão disseminada que mesmo quando o pai assume o papel de cuidador principal, ele ainda enfrenta críticas e julgamentos.

Esse é o caso de Thiago Cunha, um brasileiro que vive no Chile e que recentemente compartilhou sobre a guarda total do seu filho Pedro, de 12 anos. Thiago e a mãe de Pedro, Thati Lira, se separaram e, após entrarem em um acordo, Pedro passou a morar com o pai, recebendo visitas da mãe a cada 15 dias. Thiago, que é conhecido nas redes sociais, contou em uma entrevista ao jornal Las Últimas Noticias sobre a relação com o filho e como está cansado de ver comentários machistas a respeito da guarda total de Pedro.

Ainda hoje, muitas pessoas acreditam que a mãe é a única capaz de cuidar de uma criança. É uma ideia que vem de uma época em que a mulher era vista como inferior e destinada a cuidar da casa e dos filhos. Mas o mundo mudou, e as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade. Hoje em dia, elas têm a possibilidade de trabalhar fora de casa, de estudar e de escolher o seu próprio caminho.

Porém, muitas vezes, quando a mulher escolhe não ser a cuidadora principal dos filhos, ela é vista como uma mãe ausente, negligente e egoísta. É uma visão preconceituosa e limitadora, que não leva em consideração a realidade de cada família.

How many pets have you had?

Thiago é um exemplo de pai que assumiu a responsabilidade de cuidar do filho. Ele não está apenas auxiliando a mãe, mas sim cumprindo suas devidas obrigações como pai. E isso não deveria ser algo extraordinário ou digno de elogios, pois é o que se espera de um pai responsável. No entanto, ainda é comum vermos pais sendo elogiados por fazerem coisas que são consideradas simples para as mães, como trocar fraldas ou cuidar dos filhos sozinhos.

Essa ideia de que a mãe é a única responsável pela criação dos filhos é prejudicial tanto para as mulheres quanto para os homens. As mulheres são pressionadas a serem mães perfeitas, o que muitas vezes significa abrir mão de suas próprias vidas e sonhos. Já os homens são vistos como incapazes de cuidar dos filhos e, por isso, muitas vezes são excluídos do processo de criação.

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