Caso Adalberto: polícia faz descoberta após perícia envolvendo a esposa do empresário
A morte do empresário Adalberto Amarilio Junior continua cercada de mistérios, e agora ganhou mais um capítulo curioso. Após uma perícia feita dentro do carro onde ele foi visto pela última vez, a polícia descobriu algo que muda um pouco os rumos da investigação. O sangue encontrado no veículo, que inicialmente levantou suspeitas sobre a esposa dele, Fernanda Dândalo, não pertence a ela. A análise apontou que o sangue é de uma mulher, mas de identidade ainda desconhecida.
Quem confirmou a informação foi o delegado Rogério Thomaz, do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Ele explicou que os exames mostraram claramente que o perfil genético da amostra não bate com o de Fernanda. “O segundo perfil não é compatível com o da esposa”, disse. No entanto, o delegado também ressaltou que os peritos não conseguiram definir quando exatamente o sangue foi deixado ali, o que dificulta saber se tem ou não relação direta com o assassinato.
Com isso, os investigadores agora seguem uma nova pista: tentar descobrir quem é essa mulher misteriosa e qual poderia ser o envolvimento dela — se é que tem algum — com o crime que aconteceu na noite do dia 30 de maio, lá no Autódromo de Interlagos, zona sul de São Paulo.
Adalberto, que era conhecido no meio dos motociclistas e tinha forte presença em eventos do tipo, desapareceu após participar de um encontro na mesma noite. Quatro dias depois, o corpo dele foi encontrado num terreno baldio, dentro de um buraco, sem roupas e com sinais claros de asfixia. Um crime brutal, que chocou tanto familiares quanto pessoas próximas da cena de motociclismo da capital.
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Apesar da nova informação sobre o sangue, a polícia ainda mantém como principal linha de investigação o possível envolvimento de seguranças que atuavam no evento. Há relatos de que houve desentendimentos naquela noite, e alguns nomes já circulam entre os depoimentos. Até agora, cerca de 25 pessoas já foram ouvidas, incluindo amigos, conhecidos e funcionários que trabalharam no encontro.
A polícia também tem usado tecnologia para tentar montar o quebra-cabeça. Estão sendo cruzados dados de antenas de telefonia celular para rastrear quem esteve próximo ao local onde o corpo foi achado. Uma tática que já ajudou em outros casos famosos recentemente, como o assassinato da jovem em Guarulhos, no começo do ano.