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Juiz solicita laudo sobre saúde da mulher que teve relações com morador de rua

A entrevista foi finalmente concedida na tarde desta quarta-feira (23/3), após inúmeras tentativas de contato da reportagem com o protagonista deste caso inusitado. No decorrer da entrevista, o homem que articula bem as palavras, diz que gosta de literatura e que já fez muito trabalho como pedreiro e motorista responsável pelo transporte de produtos perigosos.

“Não cometi estupro”

Ainda no decorrer da entrevista, Givaldo revela que já foi casado e tem uma filha de 28 anos. E que viajou pela Bahia, Tocantins, Minas e Goiás até chegar a Brasília. Desde então, intercala sua rotina de rua entre abrigos públicos e casas de passagem.

Em um dos momentos mais importantes da entrevista, ele refuta alegações feitas pelo esposo da jovem sobre o crime de estupro. “Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso (estupro). Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso”, disparou, aliviado.

Ao ser agredido pelo educador físico, Givaldo conta ter reagido e revidado. “Nós trocamos socos.” O sem-teto diz que só tomou conhecimento de que a mulher era casada quando recebia atendimento médico no hospital. Até então, ele achava ter sido vítima de uma retaliação após testemunhar um motorista em um carro arrastando propositalmente uma mulher, na região, alguns dias antes. Por essa razão, deduzia que o autor do crime poderia estar se vingando.

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Confira mais uma vez as imagens da agressão sofrida por Givaldo, gravadas por câmeras de segurança do local:

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