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Análise: EUA aproximam mundo de uma nova ordem regida pela “Lei da Selva”

A Lei da Selva: Reflexões sobre a Política Internacional Atual

No cenário atual das relações internacionais, especialmente com a recente tensão entre Estados Unidos e Venezuela, o conceito de “Lei da Selva” emergiu como uma forma de descrever a dinâmica do poder global. Um alto diplomata brasileiro, em meio a essas discussões, ressaltou a importância de manter um diálogo aberto com o governo de Donald Trump, mesmo em tempos de grande tensão. A ideia de que “agora é a Lei da Selva” reflete uma realidade preocupante, onde a força parece prevalecer sobre o diálogo e a diplomacia.

O Contexto da Lei da Selva

A expressão foi abordada também pelo embaixador brasileiro Benoni Belli durante uma reunião no Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a Venezuela. Ele afirmou que, com agressões militares, o mundo tende a se desviar do multilateralismo e mergulhar em uma realidade onde a “lei do mais forte” predomina. Essa mudança é alarmante, pois sugere que, se o multilateralismo falhar, os argumentos racionais e diplomáticos darão lugar à imposição da força.

Benoni Belli destacou que a ordem internacional, construída após a Segunda Guerra Mundial, está em risco. Ele alertou para a possibilidade de um colapso dessa estrutura, o que resultaria em uma nova desordem ainda mais violenta e opressiva. E, se isso ocorrer, as relações entre países se transformarão em uma forma de subordinação, onde o diálogo não terá mais valor.

Impactos das Agressões Militares

A postura agressiva dos Estados Unidos em relação à Venezuela, com a menção frequente ao petróleo como um interesse primordial, revela uma mudança de paradigma. Durante uma coletiva de imprensa, Trump falou sobre o petróleo da Venezuela mais de 20 vezes, mas não mencionou a democracia. Isso sugere que, sob a Lei da Selva, as justificativas morais para intervenções militares se tornaram obsoletas.

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Um diplomata brasileiro comentou sobre essa nova realidade, afirmando que os EUA não usam mais nem mesmo pretextos para justificar suas ações. O que prevalece agora é a força bruta, que busca se apropriar de recursos naturais sem qualquer disfarce. Essa situação é preocupante porque coloca em xeque a ideia de que as potências devem operar sob normas e acordos internacionais.

A Propagação da Lei do Mais Forte

Essa questão não se limita apenas à Venezuela. A invasão da Ucrânia pela Rússia também é um exemplo claro de como a Lei da Selva se manifesta. A retórica de poder e força tem se intensificado sob a administração Trump, com assessores como Stephen Miller afirmando abertamente que a Groenlândia pertence aos EUA e que não haveria problema em tomar o território da Dinamarca, se necessário.

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