Rodrigo Faro admite erro em cobertura da morte de Gugu: ‘Não precisava’
Reflexões de Rodrigo Faro Sobre a Pressão da Audiência na TV Brasileira
Em uma recente entrevista à Folha de S.Paulo, o apresentador Rodrigo Faro fez uma confissão que certamente ressoará entre muitos profissionais da comunicação. Ele admitiu que, em 2019, cometeu um erro durante a cobertura ao vivo da morte do icônico apresentador Gugu Liberato. Naquele momento delicado, Faro foi flagrado perguntando à sua equipe sobre o desempenho de audiência no Ibope. Essa atitude, que na época pode ter parecido uma preocupação legítima, foi posteriormente vista por ele como um deslize de vaidade.
O Peso da Audiência na TV Aberta
Rodrigo Faro, que comanda o programa Hora do Faro na Record, não escondeu que a pressão por índices de audiência é uma realidade difícil de ignorar. “Foi mal, a gente vive de audiência. Quando você tá na televisão, a audiência é uma necessidade, mas isso não pode ser o seu norte, não pode viver para isso”, refletiu o apresentador. Essa frase sintetiza uma verdade que muitos comunicadores enfrentam diariamente: o dilema entre a qualidade do conteúdo e a busca incessante por números que provem o sucesso do programa.
Ao relembrar o episódio, que ocorreu em um momento tão sensível, Faro destacou a importância de aprender com os erros. Ele enfatizou que, no fundo, o real sucesso se traduz em oferecer um conteúdo de qualidade ao público, e não simplesmente em números. “Você vai dar audiência pelo conteúdo, o público que você cria e todo mundo erra. E eu errei nessa de querer comemorar, hoje olhando, eu penso: ‘Não precisava’”, confessou, mostrando que a maturidade vem com o tempo.
A Guerra dos Domingos e a Concorrência
Durante a conversa, Faro também abordou a famosa “guerra dos domingos”, que é quando os principais programas de auditório se enfrentam nas telinhas. Ele mencionou que é uma competição saudável, que na verdade beneficia os telespectadores, pois incentiva a qualidade e a inovação. “A guerra dos domingos é legal, é boa para o espectador. Mas do outro lado tem um profissional também. Eu tive a honra de concorrer com gigantes como Faustão e Silvio Santos”, declarou, mostrando um profundo respeito pelos seus concorrentes.
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Faro questionou a necessidade de celebrar conquistas pontuais de audiência, refletindo sobre a validade de se comemorar o primeiro lugar em índices. “Olha, quando a gente acredita que isso é sucesso, olhando para trás, cara, não tem que comemorar o 1º lugar, não precisa, para quê? Primeiro lugar daonde? Eu comecei a ver que isso tudo é vaidade”, pontuou. Essa preocupação com a essência do que realmente importa no entretenimento é uma lição valiosa que ele compartilha com seus colegas da indústria.