Projeto em Foz do Iguaçu registra 31 onças em três meses
Projeto Onças do Iguaçu: Novos Dados e Descobertas
Na última segunda-feira, dia 2, o Projeto Onças do Iguaçu trouxe à tona um balanço muito interessante sobre as atividades realizadas nos últimos três meses dentro do Parque Nacional do Iguaçu, que fica localizado no Paraná. Esse projeto é fundamental para a conservação da vida selvagem, e seus resultados são sempre aguardados com expectativa.
Monitoramento e Desafios
Durante o período de monitoramento, foram utilizados um total de 78 pontos de censo, que fazem parte do plano para o censo de 2026. No entanto, as intensas chuvas que ocorreram dificultaram o acesso a nove desses pontos. Além disso, outros 23 pontos precisaram ter suas câmeras realocadas, devido ao aumento significativo do nível das águas. Esses desafios naturais, embora complicados, são comuns em projetos que lidam com a vida selvagem e mostram como a natureza pode ser imprevisível.
Resultados do Monitoramento
O monitoramento resultou em mais de 150 mil registros, o que é realmente impressionante. Foram identificadas 26 espécies diferentes de mamíferos. Entre essas, há seis espécies de felinos, além de outras 19 espécies que variam em tamanho, desde pequenos mamíferos até grandes como jaguatiricas, capivaras e tamanduás bandeira. É incrível pensar na diversidade de vida que existe dentro do parque!
Onças-pintadas: Uma Espécie em Foco
As onças-pintadas, que são um símbolo da fauna brasileira, foram registradas em 46 dos 78 pontos monitorados. Um total de 31 indivíduos foi identificado, sendo 28 adultos e três filhotes. Entre as fêmeas, a onça chamada Cacira se destacou, com um total de 120 aparições registradas. Já o macho Kaluanã fez 30 aparições. Esses dados são cruciais para entender a dinâmica populacional da espécie e ajudam na elaboração de estratégias de conservação.
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Novidades do Trimestre
Uma das grandes novidades que o projeto trouxe foram as descobertas de duas novas onças na região: Mbyja, que significa “estrela” em guarani, e o macho Tembi. Além disso, uma jovem onça-pintada chamada Machita fez uma travessia notável, atravessando o Rio Iguaçu e explorando o lado brasileiro pela primeira vez. Essas descobertas são sempre emocionantes e revelam a importância do monitoramento contínuo.
Interação com a Comunidade
Entre os meses de julho e setembro, o projeto também lidou com casos de predação em áreas urbanas adjacentes ao parque. Oito atendimentos foram realizados quando moradores avistaram esses animais em suas redondezas e acionaram as autoridades. As ocorrências foram registradas em seis municípios: Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Lindoneste, Matelândia e Medianeira. Ao todo, cinco onças-pintadas, uma onça-parda e dois predadores ainda não identificados foram identificados nesses atendimentos.