CNM: Super El Niño já afetou 6,9 milhões de pessoas no Brasil desde julho
Impactos Regionais
A análise dos impactos do El Niño revela que o Nordeste foi a região mais afetada, acumulando perdas de R$ 5,7 milhões devido à seca e estiagem. Nessa região, 319 municípios decretaram situação de emergência, afetando cerca de 1,4 milhão de pessoas, enquanto o agronegócio sofreu perdas de R$ 3,4 bilhões.
O Sudeste também sofreu consideráveis impactos, com prejuízos de R$ 4 bilhões devido a deslizamentos de terra, inundações e ventos fortes. Minas Gerais foi o estado mais atingido, impactando quase 1 milhão de pessoas.
No Sul, as fortes chuvas e tornados causaram perdas de R$ 1,8 bilhões, afetando aproximadamente 2,2 milhões de pessoas nesse período. Enquanto isso, na região Norte, a falta de chuvas prejudicou a navegação hídrica e afetou o regime de chuvas em todo o país. No Centro-Oeste, os incêndios florestais provocados pelo clima seco impactaram a produção e o cotidiano, resultando em perdas de R$ 175 milhões.
Um Alerta para o Futuro
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que esses eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes. Por isso, é essencial que medidas de prevenção e resiliência climática sejam intensificadas. O El Niño, que é causado pelo aquecimento anômalo das águas do oceano Pacífico equatorial, ocorre em ciclos de 2 a 7 anos e pode ter consequências duradouras.
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou que o El Niño atual pode ser um dos fenômenos mais intensos já registrados, atingindo seu pico ainda este ano. De acordo com a ONU, os efeitos desse fenômeno poderão ser sentidos até pelo menos fevereiro do próximo ano, com repercussões que se estenderão por muito mais tempo.
Portanto, é fundamental que a sociedade esteja ciente dos riscos e busque formas de adaptação e mitigação.