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Análise: A nove dias da eleição de Israel, Trump declara apoio a Netanyahu

Em janeiro de 2020, poucos dias antes das eleições israelenses, Trump apresentou o polêmico plano israelense-palestino conhecido como o “Acordo do Século”, com Netanyahu ao seu lado, sorridente. Contudo, a relação entre eles começou a se mostrar mais complexa. Recentemente, em um encontro na Casa Branca, não havia câmeras, e ambos os líderes não se encontraram durante a Assembleia Geral da ONU, um sinal de que a dinâmica estava mudando.

Tensões e Desafios

O último ano trouxe desafios para Netanyahu, que tomou ações que não agradaram Trump, como ataques em Gaza e no Líbano, que provocaram a ira do presidente americano. Trump chegou a usar uma linguagem agressiva em conversas, alertando Netanyahu sobre o risco de perder apoio nos Estados Unidos. Ele questionou os ataques israelenses a prédios residenciais no Líbano e as possíveis consequências de uma recessão econômica global devido a um conflito com o Irã.

Essas ações de Netanyahu foram vistas como estratégias eleitorais, algo que tanto Trump quanto seus assessores conhecem bem. A percepção era de que Netanyahu estava tentando prolongar o conflito com o Irã para solidificar sua posição política, o que frustrou Trump. Apesar disso, o presidente americano cedeu um espaço para Netanyahu, levando em conta as questões políticas envolvidas.

A Falta de Apoio Explícito

Com as eleições se aproximando, Trump começou a mostrar hesitação em dar apoio a Netanyahu, especialmente considerando a fragilidade do primeiro-ministro nas pesquisas. A dinâmica política em Israel é complicada, e Trump, que sempre se cuidou em não apoiar candidatos em apuros, parecia relutante em se comprometer. Conversas entre eles revelaram que Trump estava interessado nas perspectivas eleitorais de Netanyahu, que tentava se mostrar confiante, mas a situação se mostrava difícil.

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As intenções iniciais de Netanyahu eram que Trump fosse uma figura central em sua campanha. Porém, a guerra com o Irã lançou uma sombra sobre essa estratégia. O conflito, que começou em fevereiro, viu os dois líderes em sintonia no início, mas logo se tornaram impopulares em Israel, especialmente entre os eleitores de direita. Uma pesquisa recente revelou que a confiança dos israelenses em Trump havia caído drasticamente, o que tornou o apoio explícito menos impactante.

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