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Preso, Milton Leite saía da cadeia para almoçar fora, diz MP

Ex-presidente da Câmara de São Paulo é acusado de privilégios na prisão: entenda o caso

Desde setembro, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, do União Brasil, encontra-se preso em uma unidade prisional em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Recentemente, surgiram informações que levantam sérias suspeitas sobre a possibilidade de tratamento privilegiado dentro da cadeia, algo que tem gerado um grande alvoroço tanto na mídia quanto entre a opinião pública.

Informações sobre a saída do ex-parlamentar

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Milton Leite foi flagrado saindo da prisão para almoçar fora. Ele retornava à unidade prisional após suas refeições, uma prática que, segundo as autoridades, é no mínimo questionável. Um vídeo que registra essas saídas foi mencionado, e um carcereiro confirmou que o ex-parlamentar realmente deixava a unidade para se alimentar, o que levanta questões sobre a segurança e a regularidade desse procedimento.

Operação Custódia (In)Fiel

A operação que está em andamento, chamada de Custódia (In)Fiel, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPSP. Nela, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um deles na própria cadeia pública, outro no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes e um último em um endereço residencial na cidade. Essa investigação visa apurar se houve concessão de tratamento especial a presos, o que poderia ser um indicativo de corrupção.

Irregularidades na cadeia

As suspeitas incluem a possibilidade de um fluxo irregular de visitantes, muitos dos quais não têm vínculos familiares com os detentos. Além disso, há indícios de que alguns presos estariam recebendo benefícios que não condizem com as regras de custódia. Um exemplo notável é a visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a Milton Leite, em um momento em que ele estava sob custódia, o que está sendo analisado pelos investigadores.

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Dinheiro apreendido e implicações legais

Durante a operação, os investigadores apreenderam uma quantia significativa de dinheiro: cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil em posse de um carcereiro, que é suspeito de facilitar as regalias para os presos. Aproximadamente R$ 150 mil e US$ 10 mil foram encontrados na residência desse agente, além de R$ 4 mil que estavam com ele durante as buscas na unidade prisional. Essas descobertas levantam sérias questões sobre a possível participação de agentes públicos na facilitação de tais irregularidades.

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