Irmã relata morte de empresária horas após cirurgias plásticas em Goiânia
Tragédia em Goiânia: Morte de Empresária Após Cirurgias Plásticas Levanta Questões Sobre Cuidados Médicos
A recente morte da empresária Andreia Vieira, que ocorreu logo após a realização de cirurgias plásticas em um hospital de Goiânia, tem gerado uma onda de comoção e questionamentos sobre a segurança e os cuidados oferecidos durante procedimentos cirúrgicos. Andreia, que havia morado na Espanha nos últimos cinco anos, sonhava em realizar essas intervenções, tendo economizado por dois anos para isso. Infelizmente, esse sonho acabou se tornando um pesadelo.
O Dia da Cirurgia
Segundo relatos de sua irmã, Djiane Vieira, as cirurgias começaram pela manhã do dia 11 de agosto e se estenderam até as 16h20. Apesar da previsão inicial de que os procedimentos durariam cerca de seis horas, a ansiedade de Djiane aumentou à medida que o tempo passava e Andreia não retornava do centro cirúrgico. A expectativa era de que tudo corresse bem, pois ela estava cercada de profissionais da saúde que garantiram que tudo estava sob controle.
Entre os procedimentos realizados estavam a ritidoplastia facial profunda, frontoplastia, mentoplastia óssea e blefaroplastia superior, além de lipoaspiração e uma técnica chamada nanofat, que utiliza a gordura do próprio corpo da paciente. O custo total de tudo isso foi de aproximadamente R$ 118 mil.
Complicações Pós-Operatórias
Quando Andreia finalmente saiu do centro cirúrgico, Djiane percebeu que algo estava errado. Sua irmã não conseguia fechar a boca, pois sua língua estava muito inchada. Apesar da explicação do médico de que isso era parte do processo normal de recuperação, a situação deteriorou-se rapidamente. Andreia começou a sentir falta de ar e dor intensa no pescoço, e suas queixas foram desconsideradas pela equipe médica, que alegou que eram reações normais.
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Em um momento angustiante, Andreia teria dito à irmã: “Mana, estou morrendo”, uma frase que ecoa o desespero de quem se sente negligenciado em um momento crítico. Djiane, preocupada, tentou chamar a atenção da equipe médica, mas a resposta foi sempre a mesma: “Está tudo normal”.
A Negligência e a Investigação
A família de Andreia acredita que a negligência foi um fator crucial para sua morte. A defesa aponta que Andreia nunca teve uma consulta presencial com o cirurgião antes do dia da cirurgia, tendo apenas se comunicado com ele através das redes sociais. Durante o pré-operatório, foram feitos exames na Espanha, que indicavam a presença de infecções que poderiam complicar o procedimento, mas o médico não pareceu levar isso em consideração.