Notícias

El Niño de 2026/2027 pode ser o mais intenso desde 1950, segundo NOAA

El Niño: O Que Esperar do Fenômeno que Pode Transformar o Clima até 2027?

O fenômeno climático conhecido como El Niño, que se origina no Oceano Pacífico, está prestes a ganhar força e, de acordo com as últimas previsões do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), pode se tornar um dos episódios mais intensos já registrados desde 1950. Os especialistas falam em uma probabilidade superior a 90% de que um El Niño muito forte se estabeleça até 2027.

O que é o El Niño?

Para entender a relevância deste fenômeno, é importante primeiro definir o que ele é. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, que, por sua vez, tem um impacto significativo na circulação atmosférica. Isso resulta em mudanças nos padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo, afetando o clima de maneira variada.

Projeções e Expectativas

A NOAA estima que a anomalia da temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4 possa alcançar 2,5°C ou mais durante o trimestre de outubro a dezembro de 2026. Essa previsão é particularmente alarmante, pois indicam que estamos diante de uma possibilidade histórica, superando eventos passados desde 1950.

  • 69% de probabilidade de que o episódio seja considerado histórico.
  • 90% de chance de um El Niño muito forte até 2027.

Aquecimento no Pacífico

Os sinais de que o El Niño está se fortalecendo já podem ser observados nas medições recentes do Pacífico Equatorial. Em julho, por exemplo, as anomalias de temperatura da superfície do mar ultrapassaram 2°C no Pacífico Equatorial Leste, com o índice Niño 3.4 registrando +1,4°C, e o Niño 1+2 atingindo impressionantes +2,9°C. Isso demonstra um acúmulo significativo de calor que pode ter implicações profundas para o clima global.

Do you have a pet at home?

Impactos Regionais

É importante ressaltar que os efeitos do El Niño não são uniformes e variam de região para região. Por exemplo, no Brasil, os impactos já começaram a ser notados, especialmente no Sul, onde em julho as chuvas ficaram entre 30% e 90% acima da média, dependendo da localidade. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar períodos de precipitação mais irregular e, a partir de outubro, totais de chuvas abaixo da média.

O que você achou?
Próximo Artigo Weverton nega interferência em investigação e fala em “forçação de barra”