Flávio defende ao TSE uso de IA sem autorização prévia de pessoa retratada
A Controvérsia da Inteligência Artificial nas Eleições: O Caso Flávio Bolsonaro
Recentemente, a discussão sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais ganhou destaque, especialmente no contexto da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. A defesa do senador, que pertence ao partido PL do Rio de Janeiro, apresentou um argumento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que levanta questões cruciais sobre a ética e a legalidade do uso dessa tecnologia nas propagandas eleitorais.
O Argumento da Defesa
No dia 10 de julho, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro se manifestou perante o TSE, argumentando que a utilização de IA em propagandas não necessita de autorização prévia da pessoa cuja imagem é utilizada. Essa posição foi defendida em uma petição apresentada ao ministro Kassio Nunes Marques, que preside o tribunal e é o relator da ação que questiona um vídeo gerado por IA que apresenta Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do candidato.
A defesa enfatizou que exigir o consentimento prévio para o uso da tecnologia significaria, na prática, eliminar essa ferramenta do ambiente eleitoral. O texto da defesa menciona: “Condicionar o uso de IA ao prévio consentimento significaria praticamente eliminar a ferramenta, de forma anacrônica, do ambiente eleitoral.” Essa afirmação toca em um ponto sensível sobre a modernização das campanhas eleitorais e o potencial que a IA oferece para inovação nas estratégias de comunicação.
O Debate no TSE
Esse caso vem à tona em um momento em que o TSE busca um entendimento sobre o uso da tecnologia nas eleições deste ano. O ministro Nunes Marques convocou uma reunião com todos os integrantes da Corte Eleitoral para discutir essa questão, que poderá impactar significativamente a análise do uso do vídeo de IA na convenção que oficializou a candidatura de Flávio.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, não autorizou o uso de sua imagem em um vídeo gerado por IA, embora sua defesa tenha mencionado que ele não se opõe à criação de conteúdo por parte de seus familiares. Essa nuance traz uma camada a mais de complexidade à situação, pois levanta a questão de até onde vai a autorização e onde começa a manipulação.
A Definição de Deepfake
A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que a ausência de autorização não é suficiente para classificar um conteúdo como deepfake. Eles sustentam que vídeos de humor ou sátiras políticas podem utilizar IA sem consentimento, desde que sejam transparentes quanto ao uso da tecnologia. A defesa também esclarece que o simples uso de IA não é suficiente para caracterizar um conteúdo como deepfake. Para isso, eles afirmam que são necessários três elementos: a utilização de IA, a presença de uma pessoa viva, falecida ou fictícia, e, por último, a falsidade ou engano que possa prejudicar a disputa eleitoral.