Disputa por mansão em Riviera foi decidida em “Tribunal do Crime” do PCC
Conflito Imobiliário na Riviera de São Lourenço: O Envolvimento do PCC
No litoral de São Paulo, uma disputa por uma casa de alto padrão, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, chamou a atenção do Ministério Público. A residência, localizada na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, tornou-se o centro de um conflito que foi parar no famoso ‘Tribunal do Crime’ do PCC, a facção criminosa mais poderosa do estado. A situação é complexa e revela como questões aparentemente simples podem escalar para cenários alarmantes.
A Investigação Reveladora
De acordo com o que foi apurado pelo Ministério Público de São Paulo, o caso veio à tona através de uma série de mensagens, gravações e diálogos que foram obtidos durante a investigação. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estava à frente desta análise, que culminou em um pedido de medidas cautelares.
Os envolvidos principais nesta disputa eram Cléber Azevedo dos Santos e Marcelo de Morais Oliveira. Eles divergiam sobre a quantia de R$ 2 milhões relacionada à negociação do imóvel. Em vez de buscar a resolução através do sistema judiciário, Cléber optou por levar o conflito a um nível “paralelo”, buscando a intermediação da facção criminosa.
A Dinâmica do Tribunal do Crime
O que se seguiu foi uma tentativa de acordo que não prosperou. Mensagens analisadas pelos investigadores revelaram que Cléber estava preparado para levar a situação ao “comando” da facção. Ele até mencionou que enfrentava problemas devido às “ideias do comando” por causa da casa na Riviera, além de afirmar que a questão seria decidida em um “resumo de SP”, uma expressão que se refere ao sistema interno de deliberação do PCC.
Do you have a pet at home?
Essa escolha de Cléber em participar do Tribunal do Crime foi vista pelo Ministério Público como um ato voluntário, onde ele chegou a agradecer aos “irmãos” pela atenção ao seu caso. Para os promotores, isso demonstrava uma adesão clara às normas e à hierarquia do PCC, evidenciando que ele não era apenas um mero interessado, mas sim um indivíduo que se sentia parte daquela estrutura.
Grupos de Mensagens e Gravações
Um dos elementos mais intrigantes da investigação foi a descoberta de um grupo de mensagens chamado “Assunto Pertinente à Casa Riviera” no celular de Cléber. Dentro desse grupo, os promotores encontraram uma gravação que parece ter sido feita durante a própria reunião do Tribunal do Crime. Essa gravação foi atribuída a Alexandre Viriato da Silva, conhecido como “Gordão”, e os áudios ajudaram a identificar os participantes da reunião, reforçando as acusações de promoção e apoio ao PCC.