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Operação contra CV tem tiroteio e apreensão de seis fuzis; 16 são presos

Conflito nas Comunidades: Operação da Polícia no Rio de Janeiro

Na manhã desta terça-feira, dia 14, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar no Rio de Janeiro, focada no combate ao Comando Vermelho, resultou em um intenso confronto nas comunidades de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade. A ação deixou três suspeitos feridos, 16 pessoas presas e ainda resultou na apreensão de seis fuzis, além de outros materiais ilícitos.

Detalhes da Operação

Durante a operação, um dos homens foi preso também por estar em posse de uma motocicleta roubada. A ação, que ainda estava em andamento, teve seu pico de tensão na comunidade da Muzema, onde os suspeitos foram baleados durante um confronto com os agentes do BPChq (Batalhão de Polícia de Choque).

Os policiais, de acordo com informações da Polícia Militar, receberam dados de inteligência que indicavam o deslocamento de criminosos na área do Corredor Itanhangá. Ao tentarem abordar os suspeitos, foram recebidos à bala, dando início a uma troca de tiros em uma área de mata. Após o confronto, os três homens feridos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Além dos fuzis, os policiais também apreenderam substâncias entorpecentes, cujas quantidades ainda estão sendo contabilizadas.

Ação e Impacto nas Comunidades

A operação é parte de uma fase mais ampla da chamada Operação Contenção, que visa atacar as bases do crime organizado nas comunidades Cidade de Deus e Vila Sapê, mas também se espalha por outras áreas da Zona Sudoeste, incluindo a Muzema.

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A Polícia Civil informou que o objetivo principal dessa ofensiva é o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa. As investigações realizadas pela DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis) revelaram que a expansão territorial do Comando Vermelho está intimamente ligada a crimes como roubos e receptação de veículos. Esses automóveis, segundo a corporação, eram usados em diversas ações criminosas e também na logística da organização, o que acaba proporcionando um reforço financeiro significativo para a facção.

Além disso, a investigação descobriu que a organização criminosa possui uma estrutura complexa, com membros responsáveis por atividades como tráfico de drogas, vigilância armada, monitoramento dos acessos às comunidades e até mesmo comunicação via rádio, além da segurança de suas lideranças.

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