Flávio quer base de governo com quórum para mudar Constituição
Flávio Bolsonaro propõe mudanças drásticas no Congresso e na administração pública
Na última segunda-feira, dia 1º, o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência da República pelo PL do Rio de Janeiro, fez declarações impactantes durante o evento Eloos Itatiaia, que teve como foco o agronegócio e aconteceu em Belo Horizonte. Ele afirmou que um de seus principais objetivos é formar uma maioria de direita no Congresso Nacional, que esteja alinhada ao presidente do país. Essa maioria, segundo ele, seria fundamental para aprovar mudanças constitucionais e assegurar que as instituições atuem dentro dos limites estabelecidos.
Propostas de redução de ministérios
Flávio Bolsonaro também criticou o tamanho da máquina pública, defendendo uma “redução drástica” no número de ministérios e nos cargos federais. Em suas palavras, isso é essencial para evitar o que ele chamou de “decisões monocráticas”, que segundo ele têm atrapalhado projetos importantes, como a Ferrogrão, que é um projeto de infraestrutura vital para o país.
“Com um Congresso majoritariamente de centro-direita, alinhado com um presidente também de centro-direita, nós vamos conseguir dar essa previsibilidade”, disse ele, referindo-se à necessidade de um ambiente político estável para investimentos e desenvolvimento.
A questão da insegurança jurídica
Em sua fala, Flávio enfatizou a insegurança jurídica como um dos principais obstáculos para investimentos no Brasil. Ele relatou que, em uma recente reunião internacional, investidores expressaram preocupações sobre o potencial do Brasil na segurança alimentar global, mas hesitam em investir por causa da corrupção e da imprevisibilidade legal. “Não dá para fazer um plano de negócio de 10, 20 anos se, a cada ano, muda a lei”, destacou.
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Críticas ao governo atual
Flávio Bolsonaro não poupou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o agronegócio está endividado, apesar de ainda se manter forte. Ele atribuiu essa situação à “gastança desenfreada” da administração atual. Ele alertou que a carga tributária já ultrapassou 32% do PIB e que a dívida pública se aproxima de R$ 10 trilhões, com uma relação dívida/PIB que passou de 80%.
“É uma bola de neve que só pode ser estancada. Uma sangria, uma hemorragia que só pode ser estancada com o controle das contas públicas”, completou Flávio, reforçando a necessidade de que o governo gaste apenas o que arrecada.