Quem é Ricardo Magro, dono do Refit e alvo da PF em operação contra Castro
Escândalo do Grupo Refit: Acações da PF e o Envolvimento de Ricardo Magro
Na manhã desta sexta-feira, 15, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que colocou os holofotes sobre o empresário Ricardo Andrade Magro, conhecido por ser o ex-advogado e responsável pelo Grupo Refit. Este movimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trazendo à tona uma série de questões sobre corrupção e sonegação de impostos no Brasil.
A operação da PF e as consequências
Juntamente com Magro, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também está sob investigação. Agentes da PF estão executando mandados de busca e apreensão, o que demonstra a seriedade da situação. No total, foram cumpridos 17 mandados e ainda foram impostas sete medidas de afastamento de cargos públicos em vários estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e o Distrito Federal.
Uma das ações mais impactantes foi a determinação do bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do Grupo Refit, além da suspensão das atividades econômicas da empresa. Essa decisão mostra a gravidade da sonegação de impostos cometida pela refinaria, que é considerada uma das maiores do Brasil.
O escândalo da sonegação
A operação em questão faz parte das investigações que revelaram um dos maiores esquemas de sonegação fiscal do país. De acordo com fontes da PF, o Grupo Refit se tornou o maior devedor de impostos do Brasil, sonegando mais de R$ 26 bilhões. Um detalhe curioso é que, em 2023, a refinaria recebeu incentivos fiscais do governo de Cláudio Castro, o que levanta questões sobre a legalidade e a ética dessas concessões.
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É importante mencionar que a investigação não é recente. O Grupo Refit já estava sendo monitorado após a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, que buscava desmantelar fraudes no setor de combustíveis e a infiltração de organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ricardo Magro e seus desdobramentos internacionais
Ricardo Magro, que atualmente reside em Miami desde a década passada, teve seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, o que significa que ele pode ser procurado internacionalmente em até 196 países. Isso indica que, caso ele retorne a qualquer um desses locais, poderá ser preso. A PF já enviou o pedido à Interpol, que agora passará por análise.