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MPSP denuncia “Esquerdogata” por divulgação de rifas nas redes sociais

A Polêmica de Aline Bardy Dutra: Influenciadora em Foco

Aline Bardy Dutra, uma influenciadora digital de 46 anos, famosa nas redes sociais como “Esquerdogata”, se tornou o centro de uma controvérsia que levantou debates sobre as práticas de sorteios online. Com uma base de seguidores que ultrapassa 800 mil, Aline é conhecida por seus conteúdos que desafiam as narrativas políticas tradicionais, especialmente de figuras conservadoras.

As Acusações do Ministério Público

Em março do ano passado, Aline foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por realizar sorteios sem a devida autorização do Ministério da Fazenda. Neste esquema, a influenciadora anunciava prêmios atrativos, como televisores e celulares, e cobrava R$ 13 por bilhete para que os seguidores pudessem participar das rifas. Essa prática, segundo o MP, não apenas infringia a legislação, mas também levantava questões sobre a legalidade das rifas online.

O Que Diz a Denúncia?

No documento apresentado pelo MP, foi destacado que Aline admitiu realizar os sorteios, justificando sua ação pelo fato de se considerar uma influenciadora digital. Além disso, a denúncia menciona que Aline teria rejeitado uma proposta de acordo que consistia em pagar uma multa de 10 salários mínimos, que poderia ser quitada em parcelas, ou uma quantia menor à vista, alegando falta de recursos financeiros.

No entanto, a situação se complicou quando o MP apresentou evidências de que Aline havia viajado para o exterior em três ocasiões durante 2025, contradizendo sua alegação de dificuldades financeiras. Além disso, ela está afastada de suas funções como professora na rede municipal de Ribeirão Preto para tratamento de saúde, o que gerou ainda mais controvérsias sobre sua situação.

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A Defesa de Aline e as Alegações de Lawfare

O advogado de Aline, Roberto Bertholdo, defende sua cliente alegando que as ações do MP representam uma espécie de perseguição direcionada, que ele classifica como “lawfare”. Este termo se refere ao uso abusivo de ações legais e jurídicas para atingir objetivos políticos ou estratégicos. Segundo Bertholdo, a influenciadora se tornou uma voz significativa da esquerda, o que teria atraído a atenção indesejada de membros conservadores do Ministério Público.

A defesa argumenta que as viagens internacionais que Aline fez não foram custeadas por ela, mas sim através de permutas e parcerias com uma agência de cursos de inglês, o que refutaria a ideia de que ela estaria em dificuldades financeiras.

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