Ratinho move ação criminal contra Erika Hilton. Entenda o caso
Polêmica entre Ratinho e Erika Hilton: Entenda a Controvérsia Judicial
Recentemente, o apresentador Ratinho decidiu entrar com uma ação judicial contra a deputada federal Erika Hilton, do PSOL-SP. O motivo? A acusação de injúria, calúnia e difamação. Ratinho afirma que foi ofendido pela parlamentar, que o chamou de “rato” nas redes sociais, um apelido que evidentemente não caiu nada bem para o famoso apresentador.
A queixa foi protocolada no dia 14 de abril e, apenas três dias depois, a Justiça do Distrito Federal notificou Erika Hilton a prestar esclarecimentos sobre o caso. O processo está tramitando na 7ª Vara Criminal de Brasília e promete movimentar ainda mais o cenário político e midiático.
A origem da polêmica
A confusão começou durante uma edição do Programa do Ratinho, onde o apresentador fez comentários sobre a eleição de Erika para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Em sua fala, Ratinho questionou a escolha, dizendo:
“Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans?”
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Essas declarações geraram um grande alvoroço nas redes sociais e entre os seguidores do programa. Ratinho, em um tom que parecia desdenhar da eleição, continuou seus comentários, dizendo que para ser mulher, a pessoa teria que ter um útero e menstruar. Essa visão, além de ser considerada por muitos como machista e misógina, provocou a indignação de diversos grupos, especialmente entre as comunidades LGBTQIA+ e feministas.
A reação de Erika Hilton
Após as falas de Ratinho, a deputada Erika Hilton não hesitou em tomar providências. Ela não só acionou a Justiça, mas também solicitou uma ação civil pública, pedindo uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos em nome da população trans e travesti. Para Erika, as declarações do apresentador não só desrespeitam as mulheres trans, mas também atingem mulheres que não possuem útero, não menstruam ou não têm filhos, reforçando um discurso que exclui e marginaliza.
Erika destacou que o posicionamento de Ratinho contribui para a violência contra pessoas trans e que este tipo de discurso só perpetua a discriminação. Ela argumentou que a identidade feminina não deve ser medida apenas por características biológicas, mas sim pelo respeito e reconhecimento da identidade de cada um.