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Anvisa aperta o cerco contra canetas irregulares para emagrecimento

ANVISA Aumenta Controle Sobre Medicamentos Injetáveis para Emagrecimento

A Anvisa, que é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, fez um anuncio importante nesta segunda-feira, dia 6. A agência está implementando um conjunto de novas medidas que visam reforçar o controle sanitário dos medicamentos que são injetáveis e usados para emagrecimento. Entre esses medicamentos estão os agonistas do GLP-1, que incluem substâncias conhecidas como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. Essa iniciativa da Anvisa acontece em um momento onde se observa um aumento das irregularidades tanto na importação de insumos quanto na produção realizada por farmácias de manipulação.

Motivo das Novas Medidas

O plano da Anvisa é bastante abrangente. Ele prevê a revisão das normas atuais, um aumento nas fiscalizações e, em casos mais graves, a suspensão de estabelecimentos que sejam considerados de risco para a saúde pública. É importante ressaltar que essas medidas ainda precisam ser aprovadas em uma reunião do colegiado da agência marcada para o dia 15 de abril. Além disso, serão realizadas inspeções mais rigorosas nas empresas que atuam na importação de insumos farmacêuticos. A agência também busca parcerias com órgãos reguladores internacionais para fortalecer ainda mais essa fiscalização.

Objetivos da Anvisa

De acordo com a Anvisa, o principal objetivo dessas novas medidas é conter práticas que possam colocar em risco a segurança dos pacientes. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, foi claro ao afirmar: “Não estamos proibindo a manipulação. O que está sendo feito é o aperfeiçoamento desse normativo para possibilitar e dar essa garantia”. Isso demonstra que a intenção não é restringir o acesso aos medicamentos, mas sim garantir que eles sejam produzidos e utilizados de forma segura.

Dados Sobre Insumos e Demanda

Dados fornecidos pela própria Anvisa revelam um descompasso preocupante entre o volume de insumos que são importados e a demanda real no Brasil. No segundo semestre de 2025, foram trazidos cerca de 130 quilos dessas substâncias, o que é suficiente para a produção de até 25 milhões de doses. Contudo, no caso da tirzepatida, os pedidos de importação feitos entre novembro de 2025 e abril de 2026 ultrapassaram 100 quilos, o que corresponde aproximadamente a 20 milhões de doses. É alarmante que parte dessas solicitações tenha sido rejeitada; em março, 14 pedidos foram negados devido a falhas no controle de qualidade.

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