“Maioria dos cubanos quer ser capitalista”, diz neto de Fidel Castro à CNN
A Indignação nas Redes Sociais
Em meio a essa crise, o debate sobre o quanto Sandro realmente sofre, enquanto aparece em vídeos bebendo cervejas e vivendo em um apartamento moderno, só aumenta a controvérsia em torno de sua figura. Embora ele afirme que não é “rico como Dubai” e que sua família não possui mansões ou iates, a verdade é que, em um país onde o salário médio é de menos de 20 dólares por mês, sua vida parece estar em um patamar muito diferente do cotidiano de muitos cubanos.
Sandro é uma figura que, curiosamente, consegue unir polaridades no debate político cubano, atraindo tanto o desprezo de exilados que fugiram da revolução de 1959 quanto a desaprovação dos apoiadores mais fervorosos do regime. Para alguns, ele é um símbolo de hipocrisia; para outros, um traidor da classe trabalhadora. Nos círculos acadêmicos, como o mencionado por Ted Henken, professor de sociologia, a forma como ele se utiliza da indignação e do desprezo para ganhar seguidores é notável. “A indignação gera curtidas e seguidores”, afirmou Henken, refletindo sobre a dinâmica das redes sociais.
Um Futuro Incerto
Sandro nega ser milionário e se defende afirmando que suas conexões familiares não lhe conferem vantagens. Ele descreve a compra de sua boate em Havana como um esforço que lhe custou 50 mil dólares, uma quantia que a maioria dos cubanos simplesmente não consegue imaginar. “O pouco que tenho é fruto do meu esforço, do meu sacrifício”, diz ele, em uma tentativa de se distanciar da imagem de privilégio que muitos atribuem a ele.
Durante a entrevista, Sandro também refletiu sobre seu desejo de visitar os EUA para “ver amigos em Miami” e sua luta para conseguir um visto. Ele se posiciona como um revolucionário, mas de uma forma que clama por modernização e progresso. “Precisamos abrir o modelo econômico, eliminar a burocracia”, disse, manifestando sua frustração com as dificuldades administrativas em Cuba. Em suas palavras, fica claro que ele acredita que a maioria dos cubanos deseja um sistema capitalista, em vez do comunismo que ainda predomina. “Acho que a maioria dos cubanos quer ser capitalista, não comunista”, concluiu.
How many pets have you had?