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Disciplina do PCC: entenda função de “Pandora” no litoral de SP

A Prisão de Ariane: A Disciplina do PCC em Itanhaém

Na última terça-feira, 10 de outubro, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação que resultou na prisão de Ariane De Pontes Rolim, uma mulher de 30 anos que foi identificada como uma das principais lideranças do PCC, o Primeiro Comando da Capital, na região de Itanhaém e do Vale do Ribeira. Ariane é conhecida pelos apelidos de “Pandora” ou “Penélope”, e sua prisão levanta questões importantes sobre o papel das mulheres dentro das organizações criminosas.

O Papel da ‘Disciplina’ na Hierarquia Criminosa

Dentro da estrutura de facções como o PCC, a figura da “disciplina” é crucial. Essa posição pode ser comparada a um juiz, que é responsável por monitorar o comportamento dos membros, resolver conflitos e impor sanções àqueles que não seguem as regras estabelecidas. Ariane, segundo as investigações, tinha a autoridade de decidir sobre punições, que podiam variar de advertências a castigos físicos severos. A gravidade do seu cargo e as ações que ela comandava refletem a brutalidade e a rigidez que dominam essas organizações.

Investigação e Provas Encontradas

A prisão de Ariane ocorreu no bairro Guapura, em Itanhaém, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Os agentes da polícia encontraram um caderno de anotações que detalhava as movimentações financeiras do tráfico de drogas, além do celular da suspeita. Este dispositivo continha grupos de aplicativos de conversa onde os membros compartilhavam o que a polícia classificou como “boletins de ocorrência” internos. Esses relatórios eram utilizados para informar a liderança sobre fugas de policiais, disputas territoriais e outros eventos relevantes para a facção.

Registros de Violência

Os registros que foram descobertos pela polícia revelaram um lado sombrio da atuação de Ariane. Mensagens encontradas indicavam envolvimento em brigas, invasões de residências e até ordens de “cobranças físicas”, como o caso de um indivíduo que foi baleado sob suas instruções. Isso evidencia não apenas a violência que permeia as relações dentro da facção, mas também o poder que Ariane exercia sobre os outros membros.

Do you have a pet at home?

Simbolismo e Identidade

Outro ponto interessante é que Ariane possui tatuagens que remetem diretamente à simbologia da organização criminosa. Por exemplo, o símbolo do “yin e yang” e frases que representam o lema do PCC. Essas marcas na pele são um indicativo de lealdade e pertencimento a um grupo que opera à margem da lei e frequentemente desafia a autoridade do Estado.

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