Estupro coletivo no RJ: suspeito tentou relação íntima em 2024, diz vítima
Investigação Revela Emboscada em Estupro Coletivo em Copacabana
Um crime extremamente grave abalou a sociedade carioca em janeiro deste ano, quando uma adolescente de apenas 17 anos foi vítima de um estupro coletivo em Copacabana. O caso, que ocorreu no dia 31 de janeiro, trouxe à tona não apenas a violência que a jovem sofreu, mas também uma série de detalhes perturbadores sobre a natureza premeditada do ato. Um dos indiciados, identificados como Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, já havia tentado se envolver sexualmente com a vítima há dois anos, o que levanta questionamentos sobre as intenções e comportamentos dos envolvidos.
O Passado e a Tentativa de Abuso
Segundo informações obtidas através do inquérito da 12ª DP de Copacabana, Mattheus havia feito uma abordagem à jovem em 2021, mas a garota prontamente recusou sua proposta. Este episódio inicial lança uma sombra sobre a relação entre eles e indica que o interesse de Mattheus pela adolescente não era novo. O depoimento da vítima, que foi crucial para a investigação, revelou que durante um encontro íntimo com seu ex-namorado, que também é menor de idade, Mattheus estava presente e, em um momento, chegou a solicitar para participar do ato sexual, o que foi novamente negado pela jovem.
A Emboscada Planejada
A investigação da polícia classificou o crime como uma “emboscada planejada”. O ex-namorado da vítima a atraiu para um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro sob a falsa promessa de um encontro. O local, que pertencia a um parente de outro dos suspeitos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, se tornou o cenário de um crime horrendo. Assim que o encontro começou, Mattheus e outros jovens invadiram o imóvel, revelando a verdadeira intenção por trás da aproximação do ex-namorado.
Os Suspeitos e a Busca pela Justiça
Além de Mattheus Verissimo e Vitor Hugo Simonin, a polícia está à procura de outros dois suspeitos: Bruno Felipe Allegretti e João Gabriel Xavier Bertho. Todos os quatro, que são adultos, tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça do Rio de Janeiro, mas permanecem foragidos desde a operação denominada “Não é Não”, uma ação da polícia que visa combater a violência sexual. A situação em que se encontram os investigados gerou uma grande mobilização nas redes sociais e na mídia, com apelos para que sejam encontrados e responsabilizados pelo que fizeram.
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