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Lázaro Ramos fala à Variety sobre novo filme antes da estreia em Berlim

Reflexões sobre Cinema e Identidade

Participar de ‘Feito Pipa’ é, para Lázaro, uma extensão de sua carreira, evocando lembranças de outros trabalhos marcantes como ‘Madame Satã’ (2002) e ‘Cidade Baixa’ (2005). Ele descreve este filme como um exemplo de ‘cinema humanista’, que reflete sua preferência por narrativas que realmente investigam a essência do ser humano.

O Roteiro e as Memórias Pessoais

O roteiro, escrito por Deberton e André Araújo, é inspirado em memórias da infância dos dois, que cresceram em Russas, no Ceará. Ambos se sentiam, em muitos aspectos, “fora do lugar” durante a infância, e a figura das avós foi fundamental em suas histórias. Essa dinâmica familiar é central na narrativa do filme, onde a avó de Gugu, interpretada pela talentosa Teca Pereira, enfrenta um quadro de demência que afeta profundamente sua vida social.

A Produção e a Distribuição

Deberton revelou que ter Teca no elenco era um desejo desde a fase de escrita do roteiro. A entrada de Lázaro Ramos no projeto foi espontânea, surgindo após ele assistir à estreia de ‘Pacarrete’, o primeiro longa de Deberton, e expressar interesse em colaborar. A produção é uma parceria entre Biônica Filmes e Deberton Filmes, com o apoio da Warner Bros. Pictures Brasil para a distribuição nacional, que ficará a cargo da Paris Filmes.

Conclusão e Convite à Reflexão

‘Feito Pipa’ nos convida a refletir sobre questões de identidade, pertencimento e a riqueza da cultura nordestina. Com uma história que toca o coração e personagens que ressoam com nossas próprias experiências, este filme promete ser uma adição notável ao cinema brasileiro. Não deixe de acompanhar a trajetória deste projeto e apoiar o cinema nacional!

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