Clínica é condenada após morte de gato com superdosagem de remédio no RN
Tragédia em Clínica Veterinária: Justiça Decide em Caso de Intoxicação de Gata Filhote
No estado do Rio Grande do Norte, uma decisão judicial causou grande repercussão após a morte de uma gata filhote, que faleceu devido a uma intoxicação medicamentosa. A 1ª Vara Cível de Mossoró determinou que uma clínica veterinária e uma fornecedora de medicamentos pagassem a quantia de R$ 3 mil a título de danos morais. Este caso levanta diversas questões sobre a responsabilidade de profissionais da saúde animal e as práticas seguidas por clínicas veterinárias.
O Caso da Gata Filhote
A história começou em julho de 2023, quando a tutora da gata, que já estava tratando a sua filhote por uma infecção respiratória, decidiu visitar a clínica veterinária para comprar alguns itens básicos de cuidado. Durante a visita, funcionários da clínica, juntamente com um representante da fornecedora de medicamentos, recomendaram que a tutora administrasse um vermífugo ao animal. No entanto, essa orientação foi dada sem que a gata passasse por um exame prévio de um médico veterinário.
Logo após receber a medicação, a gata começou a apresentar sintomas alarmantes, como perda de movimentos e a presença de espuma na boca. Apesar da rapidez em levar o animal para internação, a situação se agravou e, no dia seguinte, a gata faleceu em decorrência de uma parada respiratória e cardíaca.
Hipóteses sobre a Causa da Morte
Curiosamente, foi a própria clínica que sugeriu a possibilidade de que a morte da gata tenha sido causada por uma superdosagem do medicamento administrado. Essa alegação trouxe à tona a discussão sobre a responsabilidade das clínicas veterinárias em garantir a segurança e o bem-estar dos animais que atendem. A clínica, assim como a fornecedora, argumentou que não havia provas suficientes do nexo causal entre o medicamento e a morte do animal.
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Defesa e Argumentos
Na defesa, as empresas sustentaram que a dose aplicada estava dentro dos limites estipulados pela bula do medicamento e que não havia necessidade de uma necropsia para se chegar a um laudo conclusivo. Além disso, a clínica argumentou que a venda do remédio foi realizada de maneira regular e que o atendimento emergencial prestado estava adequado às circunstâncias.