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Denúncias chocam equipe de filme sobre Bolsonaro e paralisam elenco da gravação

O caso chegou ao Sated-SP, que abriu um dossiê com denúncias recebidas por canais oficiais. O documento reúne ainda queixas sobre contratações irregulares. Um áudio obtido pela Fórum mostra orientações para que figurantes pagassem R$ 10 pelo transporte até as locações, valor descontado do cachê ou cobrado antecipadamente — prátika bastante mal-vista no setor.

Também houve relatos de pagamentos abaixo do mercado: cachês entre R$ 100 e R$ 170 para imagem e voz. A empresa responsável pelo recrutamento diz que pagaria R$ 150 a R$ 250 e nega qualquer irregularidade.

Sindicatos pressionam

Tanto o Sindcine quanto o Sated-SP afirmam que a produção não cumpriu parâmetros básicos das convenções coletivas. O Sindcine lembra que produções estrangeiras precisam apresentar contratos, seguir regras trabalhistas e registrar devidamente equipe nacional e internacional. Além disso, trabalhadores estrangeiros devem recolher uma taxa de 10% para o fundo social do sindicato.

A presidenta do Sindcine, Sonia Santana, criticou a postura da equipe internacional, dizendo que atitudes do tipo “o dinheiro é gringo, mandamos nós” simplesmente não cabem no Brasil. Já Rita Teles, do Sated-SP, destacou a gravidade do volume de denúncias e cobrou mais firmeza do Ministério do Trabalho.

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Respostas

A GoUp Entertainment, responsável pela produção no Brasil, não respondeu à Fórum. Já a J&D Produções, encarregada da seleção de elenco, afirmou apenas que, por questões contratuais, não poderia comentar detalhes, mas garantiu seguir “as melhores práticas” e a legislação vigente.

No fim das contas, Dark Horse ainda nem estreou, mas já virou caso de debate, denúncia e alerta sobre como produções internacionais precisam — e devem — respeitar quem faz o cinema brasileiro acontecer na marra, no talento e no suor.

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