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Ciro viaja aos EUA e evita falar de Michelle Bolsonaro

O ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, continua em silêncio absoluto sobre a confusão que estourou entre Michelle Bolsonaro e os filhos mais velhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). E, ao que tudo indica, esse silêncio vai durar. Pessoas próximas ao pedetista — ou melhor, agora tucano — comentam que ele está viajando pelos Estados Unidos e não pretende entrar nessa discussão tão cedo. Talvez nem depois.

Ciro foi para os EUA visitar um dos seus quatro filhos, que mora por lá já tem algum tempo. Antes disso, fez uma parada em Portugal, onde participou de um ciclo de palestras, aquelas conversas políticas e econômicas que ele gosta de fazer com plateia universitária. Ou seja: enquanto o circo pega fogo no Ceará, ele está literalmente em outro continente.

Toda a treta começou por causa das movimentações visando as eleições de 2026 no Ceará. É uma disputa que, mesmo faltando ainda um bom tempo, já anda pegando mais fogo que o clima do sertão em outubro.

No último domingo (30/11), Michelle Bolsonaro esteve no estado para apoiar oficialmente a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo. Durante o evento, ela fez um discurso cheio de indiretas — que de tão diretas quase viraram nome e sobrenome — críticas à aproximação de lideranças locais do PL, como o deputado André Fernandes, com o próprio Ciro Gomes, que agora está no PSDB. Fernandes tem repetido que essa aliança não só é estratégica como também foi aprovada por Jair Bolsonaro.

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Michelle, porém, não curtiu nada essa história. Na fala dela, soltou: “É sobre essa aliança que vocês se precipitaram a fazer. Eu tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, assim não dá.” Um recado daqueles que não precisa de legenda.

A resposta veio rápido. Em conversa com a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, o senador Flávio Bolsonaro rebateu Michelle, dizendo que ela teria “atropelado” o acordo que o próprio Bolsonaro pai havia autorizado.

Segundo Flávio: “A Michelle atropelou o presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma como ela se dirigiu a ele, talvez nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora.” Mais um capítulo numa briga que parece novela política, daquelas com roteirista inspirado.

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