Irmã de Juliana Marins realiza sonho e emoção toma conta da web
Mariana Marins voltou às redes sociais neste domingo (30/11) para compartilhar um vídeo que, segundo ela, não foi apenas uma lembrança de viagem, mas uma tentativa — meio desajeitada, meio necessária — de reorganizar o próprio coração. Ela contou que fez uma viagem com a esposa, uma rota que originalmente seria feita ao lado de sua irmã, Juliana Marins, morta aos 26 anos após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, em junho deste ano.
No vídeo, Mariana desabafa de um jeito simples, mas você consegue sentir que tem um peso ali, um negócio difícil de colocar em palavras. Ela diz que a viagem era um plano antigo das três irmãs e que tentar explicar “friamente” o que viveu não chegaria nem perto da complexidade da coisa. “É muito mais do que turismo”, ela sugere, como quem tenta segurar a voz enquanto edita o vídeo no celular.
A morte de Juliana virou um ponto fora da curva na vida da família. A queda aconteceu em 21 de junho — uma data que Mariana cita como se tivesse virado uma ferida com endereço fixo. Desde então, tudo que envolve viagem, natureza, trilha… vira lembrança. Mariana, que sempre foi ativa nas redes, passou um tempo mais silenciosa, reaparecendo só agora com esse relato cheio de camadas, como muita gente faz depois de uma perda — uma mistura de vida seguindo e memória apertando.
A viagem ao Peru, segundo ela, acabou se transformando em algo inesperado. Não era só um destino bonito. Ali, convivendo com culturas andinas, incas e pré-incas, Mariana diz que foi tocada pela forma como esses povos enxerga a morte: não como ruptura definitiva, mas como continuidade. Uma presença que muda de forma, mas não some. Ela explica que ouviu diversas vezes que os mortos seguem acompanhando os vivos, não apenas como lembrança, mas como parte ativa das escolhas, dos afetos e até das rotinas.
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Esse tipo de visão mexeu com ela. Em um trecho do vídeo, Mariana diz que começou a entender o luto de outra maneira — não como algo que “se supera”, mas como algo que a gente ajeita dentro da vida. Não some, não desmancha, só encontra um canto. Ela comenta que, para aquelas culturas, os ancestrais continuam participando do cotidiano, e isso fez com que ela repensasse a ideia de ausência. “Percebi que a Ju não saiu da minha vida… ela só mudou de lugar”, escreveu.