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Seu Jorge revela história por trás do nome nada comum do filho

Nos bastidores do Prêmio Potências 2025, enquanto flashes estouravam e celebridades cruzavam o tapete vermelho, Seu Jorge parecia especialmente leve. Aos 55 anos, recém-eleito Ator do Ano, ele voltou a falar — sem pressa, quase como quem desabafa — sobre a polêmica envolvendo o nome do filho mais novo, o pequeno Samba, fruto da relação com Karina Barbieri. O assunto, que começou lá em 2023, ainda rende conversas e reflexões bem profundas sobre identidade, pertencimento e aquela velha resistência a tudo que foge um pouco do padrão.

Na época, o cartório simplesmente se recusou a registrar o bebê com o nome escolhido pelos pais. Um impasse que obrigou o artista a recorrer à Justiça só para garantir algo que, pra ele, era óbvio: o direito de batizar o próprio filho. Hoje, com a poeira mais baixa e o menino crescendo cheio de saúde, Seu Jorge encara tudo com mais tranquilidade, mas ainda assim mantém firme a crítica. Em conversa com a revista Quem, o cantor explicou que não se tratava apenas de criatividade ou excentricidade — como muita gente insinuou — mas de uma escolha carregada de significado.

“Acho esse nome muito bonito”, contou, com aquele jeito pausado que ele costuma usar quando fala de algo emocional. “Ele tem muita força na cultura africana e me aproxima de uma ancestralidade que eu sempre procuro honrar.” Segundo ele, ter descoberto que nenhum brasileiro havia registrado um filho com esse nome foi justamente o estopim da polêmica. “As pessoas estranham o novo. Aos poucos, a gente vai rompendo essa barreira.”

Durante a entrevista, ele puxou outra lembrança — a de Gilberto Gil enfrentando um caso parecido quando tentou registrar a filha Preta. “Existiam Claras e Brancas… por que não Pretas?”, provocou. Uma frase simples, mas que já circula pelas redes desde ontem, ganhando força principalmente entre movimentos ligados à cultura negra. Seu Jorge completou dizendo que espera ver cada vez mais “Sambas, Pretas e Benins” ocupando o mundo.

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Aliás, o nome Benin surgiu ali no papo quase como um brilho nos olhos. O artista contou sobre sua experiência trabalhando com um jovem que leva justamente o nome do país africano — algo que, segundo ele, reforça laços que vão muito além da geografia. E não foi só isso: ele destacou o impacto da decisão tomada em 2024, quando o governo de Benin, liderado pelo presidente Patrice Talon, anunciou que começaria a conceder cidadania a afrodescendentes brasileiros. Uma medida celebrada por pesquisadores, artistas e lideranças culturais que viram no gesto um reencontro histórico.

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