Vídeo: Luciano Huck é massacrado por ex-capitão do Bope durante programa de Danilo Gentilli
Rodrigo Pimentel, o ex-capitão do Bope que muita gente ainda associa ao “Capitão Nascimento da vida real”, voltou a cutucar Luciano Huck. A crítica aconteceu durante uma entrevista descontraída — mas com aquele tom meio ácido — no programa The Noite, de Danilo Gentili, no SBT. Só que, dessa vez, Pimentel não ficou só no debate sobre segurança pública que já vem rolando há semanas. Ele ressuscitou um episódio antigo, de 2007, quando Huck foi assaltado em São Paulo, e apontou o que chamou de “hipocrisia” do apresentador da Globo. Basta dizer que o comentário acendeu de novo a discussão sobre policiamento e violência urbana, que já vinha quente por causa da megaoperação recente no Rio.
Durante o papo, Pimentel reagiu a uma crítica que Huck fez sobre a operação policial que terminou com 120 mortos — um número que chocou o país e virou manchete em tudo quanto é lugar, principalmente depois que quatro agentes também perderam a vida. Gentili puxou o nome de Huck depois de o ex-capitão mencionar “um apresentador que fez homenagem às mães dos bandidos”. A partir daí, Pimentel foi direto ao ponto: afirmou que o famoso não lamentou os policiais mortos e ainda completou que bastava Huck ter incluído uma frase sobre “as mães dos policiais”. Segundo ele, isso já deixaria a situação “um pouquinho mais equilibrada”. Mas, como disse no programa, “ele não falou”.
A conversa então deu uma virada para o passado. Pimentel relembrou o assalto que Huck sofreu em 2007, quando teve seu Rolex levado durante um arrastão nos Jardins, área nobre de São Paulo. Naquele período, Huck publicou um texto defendendo maior rigor no combate ao crime e soltando a frase que viralizou na época: “O Brasil precisa de mais Capitão Nascimento”. Pimentel sugeriu que, naquele momento, o apresentador praticamente insinuou que ladrões de relógio mereciam morrer — ou algo próximo disso — e afirmou que a postura de Huck parece mudar conforme ele está ou não no papel de vítima.
O artigo citado, publicado na Folha de S.Paulo, tinha um tom claramente indignado. Huck descrevia o clima de insegurança e relatava que, em apenas um dia na cidade, três assaltos aconteceram perto dele. Ele mencionou que vivia no Rio por motivos profissionais, mas estava em São Paulo quando tudo ocorreu. Ao relatar o roubo do Rolex, destacou que o relógio era presente de aniversário da esposa e que tinha acabado de recebê-lo. A perda material, claro, doía, mas o texto mostrava principalmente sua frustração com a sensação de vulnerabilidade.
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