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Justiça manda soltar Daniel Vorcaro, saiba o motivo por trás da decisão

A sexta-feira (28) foi movimentada no noticiário político-policial. Em uma decisão que surpreendeu parte do setor financeiro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a soltura do banqueiro Daniel Vorcaro, dono e controlador do Banco Master. Ele havia sido preso dias antes pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto tentava embarcar em um jato particular. Segundo investigadores, o empresário estava na mira da Operação Compliance Zero, deflagrada para apurar a emissão e negociação de títulos de crédito considerados fraudulentos pela instituição ligada a ele.

O episódio chamou atenção porque, entre especialistas do mercado, o nome de Vorcaro vinha ganhando peso nos últimos anos. Quando a PF entrou em ação, o banqueiro estava prestes a decolar, o que levantou suspeitas de possível tentativa de fuga — algo que a defesa dele nega com veemência.

A decisão de soltura foi assinada pela juíza federal Solange Salgado, que acolheu o pedido apresentado pelos advogados do empresário. Apesar de libertado, ele não estará completamente solto: terá de usar tornozeleira eletrônica e entregar o passaporte.

Na decisão, a magistrada destacou que, embora exista risco para a aplicação da lei penal, medidas alternativas são suficientes no momento. “O risco pode ser mitigado com cautelares diversas da prisão, como retenção de passaporte e monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis”, escreveu Salgado. A juíza ainda lembrou que a prisão preventiva deve ser exceção, não regra — argumento que vem ganhando força entre juristas em meio a outras decisões recentes, como as discussões no STF sobre prisões após segunda instância.

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Quem é Daniel Vorcaro

Nascido em Belo Horizonte, em 6 de outubro de 1983, Daniel Vorcaro é um nome relativamente jovem para o tamanho de sua influência no mercado financeiro. Formado em Economia e com MBA no Ibmec, ele passou a figurar nas manchetes após assumir o controle do Banco Master, instituição que ampliou sua atuação nos últimos anos ao fechar negócios de alto valor. Um dos mais comentados foi a negociação com o BRB (Banco de Brasília), que comprou títulos emitidos pela instituição ligada a Vorcaro — transação que hoje também é alvo de apuração.

No esporte, Vorcaro se tornou uma figura importante para o Atlético-MG. Ele detém 20,2% da SAF do clube, por meio do fundo Galo Forte FIP Multiestratégia. Essa participação, no entanto, entrou no radar das autoridades quando surgiram indícios de que parte dos recursos investidos poderia ter origem suspeita, supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa do banqueiro rebate qualquer relação com atividades ilícitas.

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