Bolsonaro recebeu PF sem Michelle em casa e não ofereceu resistência à prisão; leia bastidores
A Prisão de Jair Bolsonaro: O Que Aconteceu e Seus Desdobramentos
No início da manhã do dia 22 de setembro de 2025, a Polícia Federal realizou uma ação que pegou muitos de surpresa. Por volta das 6h10, uma equipe de agentes chegou à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para comunicar a ele uma ordem de prisão preventiva. Essa ordem foi emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e marcou um momento histórico na política brasileira.
Contexto da Prisão
A prisão preventiva de Bolsonaro não foi uma decisão repentina. Na verdade, o ex-presidente já havia sido alvo de investigações relacionadas à sua atuação em eventos que poderiam ser considerados tentativas de golpe. O STF vinha analisando o caso e, em julho, já havia solicitado a imposição de uma tornozeleira eletrônica a Bolsonaro, que, segundo as autoridades, estava descumprindo algumas das medidas cautelares.
Durante a ação policial, Bolsonaro recebeu os agentes em sua residência e não ofereceu resistência. Curiosamente, sua ex-esposa, Michelle Bolsonaro, não estava em casa naquele momento, pois havia viajado para o Ceará para participar de um evento do PL. Ela ficou sabendo da prisão por meio de uma ligação telefônica.
Reações e Implicações
A repercussão da prisão foi imediata e gerou uma série de reações tanto de apoiadores quanto de opositores de Bolsonaro. A deputada Rosana Valle, do PL-SP, mencionou em uma rede social que estava ao lado de Michelle quando recebeu a notícia. Em seu post, ela destacou que Bolsonaro estava bem e que a situação não abalaria a família, reforçando a ideia de uma resistência política.
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Além disso, os advogados de Bolsonaro foram pegos de surpresa com a ação, já que na véspera haviam solicitado ao STF um cumprimento de prisão domiciliar, alegando razões de saúde. Essa mudança de rumo trouxe à tona a complexidade do caso e as manobras jurídicas que cercam figuras políticas de alto escalão.
A Ação da Polícia Federal
A operação que resultou na prisão foi planejada com cuidado pela Diretoria de Inteligência Policial da PF. O ministro Alexandre de Moraes, ao acatar um pedido da Polícia Federal, destacou a urgência da ação, citando riscos à ordem pública devido à convocação de uma vigília na porta do condomínio onde Bolsonaro reside. Ele determinou que a prisão fosse realizada sem o uso de algemas e sem exposição midiática, um detalhe que demonstra a sensibilidade do caso e a intenção de evitar um espetáculo público.