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Após demissão, Rinaldi Faria quebra o silêncio e manda recado direto ao SBT

Na manhã desta quarta-feira (19), uma notícia inesperada mexeu com os bastidores do SBT e com o público que acompanha de perto os movimentos da emissora. O empresário Rinaldi Faria, criador do fenômeno infantil Patati Patatá e uma das figuras decisivas na recente reestruturação do canal, anunciou sua saída oficial. A revelação aconteceu pelas próprias redes sociais dele, em tom elegante e ao mesmo tempo firme, como quem encerra um ciclo importante — e calculado.

Rinaldi assumiu um papel de confiança ao lado de Daniela Abravanel, presidente do SBT, durante um período que coincidiu com mudanças intensas na televisão brasileira, especialmente após a guerra por audiência gerada com a chegada do streaming e a disputa acirrada por anunciantes em 2024 e 2025. Segundo o empresário, nada do que está acontecendo agora é surpresa. Ele já havia entrado na casa com um prazo definido: um ano de colaboração estratégica.

“Desde o primeiro dia, deixei claro que não havia interesse em cargo, vaidade ou exposição”, escreveu. Essa frase, isolada, já diz muito sobre sua maneira de trabalhar — discreta, pragmática e quase blindada de polêmicas, mesmo num momento em que o SBT vinha enfrentando rumores de crise, mudanças na grade e especulações envolvendo a família Abravanel.

Na nota divulgada, Rinaldi relembra que recebeu o convite de Daniela exatamente um ano atrás. E, como faz questão de frisar, mergulhou no projeto com a mesma intensidade que usou para transformar o Patati Patatá em uma marca nacional. Ele cita disciplina, compromisso, resiliência — termos que podem soar clichê, mas que, quando vindos de alguém que construiu um império infantil sem apoio de grandes conglomerados, ganham peso real.

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Entre as entregas que ele destaca, está a criação do programa “No Alvo”, que se tornou uma das apostas de audiência do SBT. O programa, aliás, deu o que falar nas redes nas últimas semanas, especialmente em virtude de cortes que viralizaram no TikTok e chegaram até a bater programas tradicionais da concorrência em engajamento. Rinaldi faz questão de mencionar os “índices incríveis” e a repercussão que ultrapassou o esperado.

No texto, ele também comenta que recusou entrevistas — uma escolha rara em tempos de comunicação acelerada, onde qualquer ruído vira manchete. Ele afirma ter ignorado fofocas, insinuando que nos bastidores havia mais barulho do que se via na superfície. Com isso, reforça o discurso de que sempre esteve ali para entregar resultados, não para disputar espaço.

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