Quem é Tiriça, ex-líder do PCC inimigo de Marcola e isolado em presídio
O Impacto do Isolamento de Tiriça: A Crise Dentro do PCC
Recentemente, o nome de Roberto Soriano, conhecido como “Tiriça”, voltou a ser destaque na mídia após uma punição severa que resultou em seu isolamento por 30 dias. Isso ocorreu depois que a Polícia Penal Federal encontrou um osso de frango afiado em sua cela, na Penitenciária Federal em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Essa descoberta levantou sérias preocupações sobre a segurança e a dinâmica interna da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O Contexto do Conflito
Tiriça, que já foi considerado o número dois do PCC, se tornou um adversário declarado de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o líder máximo da facção. A relação entre os dois se deteriorou ao ponto de se tornar um racha histórico dentro do PCC, conhecido como “a maior crise da história da facção”. Tiriça não hesitou em afirmar: “eu não sou inimigo do PCC. Sou inimigo do Marcola”. Essa declaração é um reflexo da profunda divisão que se formou entre os membros da organização.
A Punição e Suas Implicações
O osso encontrado na cela de Tiriça era tão afiado que poderia ser utilizado como arma, o que gerou a suspeita de que ele poderia ser usado para atacar agentes penitenciários ou outros detentos. Normalmente, os presos sob custódia federal recebem refeições que não incluem ossos, mas, ocasionalmente, algum alimento servido em um “panelão” pode conter partes que não são normalmente esperadas. Tiriça, agora isolado, ficará sem o direito ao banho de sol diário e sem visitas de familiares até o dia 11 de dezembro.
As Acusações de Caguetagem
O racha entre Tiriça e Marcola ficou ainda mais evidente em julho deste ano, quando documentos revelaram que o escritório de advocacia que defendia Marcola tentou barrar judicialmente a utilização de áudios que ele mesmo havia gravado. Nessas gravações, Marcola apontava Tiriça como responsável pela morte do agente penitenciário federal Alex Belarmino de Souza, assassinado em 2016. Essa acusação foi vista como “caguetagem”, um crime sério dentro do PCC, onde delatar um companheiro é considerado uma traição imperdoável.
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A Repercussão da Gravação
Após a divulgação dessas informações, a equipe jurídica de Marcola procurou a Justiça para anular a gravação, afirmando que a interceptação era ilegal. Contudo, a juíza autorizou a utilização do material, o que acabou se revelando um golpe mortal para a já fragilizada relação entre os líderes da facção. As declarações de Marcola sobre sua influência durante a rebelião de Taubaté em 2001, onde se autoproclamou “filho” do diretor da penitenciária, também não ajudaram a sua situação. A tensão aumentou e muitos antigos aliados começaram a se afastar dele.