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Dinheiro público na mira: Governo Lula usa R$ 345 mil para trazer ex-primeira-dama do Peru

Foi na embaixada que Nadine pediu oficialmente o asilo diplomático ao Brasil. Após negociações entre o Itamaraty e as autoridades peruanas, o governo brasileiro aceitou o pedido e, com isso, ela recebeu um salvo-conduto para deixar o país rumo ao território brasileiro. A transferência foi feita rapidamente, até porque a situação jurídica dela vinha ganhando destaque na imprensa peruana e gerando preocupação sobre possíveis consequências diplomáticas.

De acordo com o Ministério Público do Peru, Nadine Heredia e Ollanta Humala teriam recebido dinheiro de forma ilegal em operações ligadas à empreiteira Odebrecht — atualmente rebatizada como Novonor — durante a execução de grandes obras públicas no país vizinho. A relação entre políticos latino-americanos e a Odebrecht, que já foi tema de séries, livros e até podcasts investigativos, continua se desenrolando em processos que atravessam fronteiras e governos.

Apesar do polêmico preço da operação, integrantes do governo defendem que o Brasil seguiu os tratados internacionais de proteção a pessoas que se dizem perseguidas politicamente. Críticos, no entanto, apontam que o gasto poderia ter sido evitado ou ao menos reduzido, especialmente num cenário de cobranças por contenção de despesas.

O episódio, como tantos outros na política sul-americana recente, ainda deve render debates, discursos no Congresso e, claro, muita repercussão nas redes — onde cada detalhe vira combustível para novas narrativas que, às vezes, se afastam do fato, mas nunca da polêmica.

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