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Sandrão quebra o silêncio e revela verdades que ninguém esperava

O jornalista Roberto Cabrini voltou a provocar barulho ao trazer para a TV um daqueles relatos que ninguém imagina ouvir tão cedo. Desta vez, ele conversou com Sandra Regina Ruiz Gomes — a famosa Sandrão — que por muitos anos virou quase uma lenda dentro da Penitenciária de Tremembé (SP). O nome dela sempre circulou nos noticiários porque, além da ficha criminal pesada, ela se envolveu com duas das mulheres mais conhecidas (e temidas) do sistema prisional brasileiro: Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais, e Elize Matsunaga, responsável pela morte e esquarteamento do marido, Marcos. Uma história que parece até roteiro de série da Netflix, mas é vida real mesmo.

Sandrão foi sentenciada a 27 anos de prisão e, hoje, vive em liberdade condicional há cerca de uma década. Mesmo assim, mantém uma rotina quase invisível. Evita fotos, evita entrevistas, evita praticamente qualquer coisa que possa colocá-la de volta no radar público. Por isso, o fato de ter aceitado falar com Cabrini virou assunto nos bastidores do jornalismo — já que ela raramente abre a boca para comentar o passado, muito menos para televisão nacional.

Durante a conversa, Sandrão revisitou episódios que sempre alimentaram especulações. Muita gente dentro e fora da cadeia dizia que ela era a “chefona” de Tremembé, alguém com poder e influência sobre detentas, castigos internos e até sobre decisões de convivência. Ela não nega que tinha certo respeito ali dentro, mas também não confirma o título pomposo que ganhou.

A parte que mais chamou atenção, claro, foi quando falou do relacionamento com Suzane. Sandrão não fugiu do assunto e descreveu a relação como algo muito mais profundo do que fofoca de presídio. “Eu fui apaixonada sete anos pela Suzane. A gente começou isso em 2009. Relacionamento intenso, coisa de convivência diária. Eu acho que máscara nenhuma dura 24 horas por dia, então acredito que, em algum momento, Suzane também deve ter se apaixonado por mim”, contou, num tom que misturava certeza e uma pitada de mágoa.

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Cabrini também puxou outro ponto delicado: o crime que levou Sandrão à prisão. Ela foi condenada pela participação no sequestro de Talisson Vinicius da Silva Castro, um adolescente de 14 anos, vizinho dela. O caso terminou de maneira trágica, com a morte do garoto — um episódio que, na época, chocou a cidade inteira. Sandrão, porém, rebate parte das acusações e afirma que não foi ela quem atirou nem quem ordenou a execução. “Falam que eu atirei, que mandei matar, que coloquei a arma na mão do menor. Isso é mentira”, declarou, visivelmente incomodada.

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