Vítimas do desastre de Mariana comemoram decisão da justiça britânica
Vitória Histórica: Justiça Britânica Responsabiliza BHP pelo Desastre de Mariana
O Movimento dos Atingidos por Barragens, conhecido como MAB, celebrou com grande entusiasmo a decisão do Tribunal Superior de Londres, que avaliou a mineradora BHP como parcialmente culpada pelo trágico rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana, Minas Gerais. Esta decisão é considerada uma conquista significativa para aqueles que sofreram as consequências devastadoras desse desastre, que resultou na morte de 19 pessoas e na poluição de aproximadamente 800 quilômetros de cursos d’água.
Um Marco na Luta por Justiça
De acordo com a declaração do MAB, a decisão judicial reafirma as denúncias que o movimento tem levantado nos últimos dez anos. A associação expressou que a justiça brasileira ainda não conseguiu responsabilizar a Vale, uma vez que alega falta de provas. Em meio a essa frustração, a justiça britânica surge como uma luz no fim do túnel. Essa situação mostra que, apesar das dificuldades enfrentadas, as vítimas e seus representantes continuaram a lutar por justiça e reconhecimento.
A Decisão do Tribunal
Na última sexta-feira, dia 14, o tribunal britânico declarou que a BHP, que controlava a Samarco, a empresa responsável pela barragem, é “parcialmente culpada” pelo desastre. Essa decisão não apenas marca um momento importante para as vítimas, mas também abre a possibilidade de que outros casos similares possam ser analisados de maneira mais séria no futuro. O tribunal identificou que a BHP tinha controle e responsabilidade direta sobre as operações da Samarco, o que levanta questões sobre a governança e a supervisão das mineradoras.
Impactos e Consequências
Após o rompimento da barragem, a tragédia causou um impacto ambiental sem precedentes. A lama tóxica que se espalhou pela região afetou a fauna e flora local, além de comprometer a qualidade da água para milhares de pessoas que dependem dos rios para suas atividades diárias. A decisão do tribunal britânico inicia a fase de quantificação dos danos que devem ser indenizados, e o calendário para essa audiência será determinado pela corte entre os dias 17 e 18 de dezembro. Essa etapa é crucial, pois permitirá que as vítimas busquem reparação pelos danos sofridos.
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BHP e Vale: Reações
Em resposta à decisão, a BHP anunciou que pretende recorrer, contestando a decisão do tribunal. A Vale, por sua vez, não fez comentários sobre o assunto, o que levanta questionamentos sobre sua posição frente a essa responsabilização. Essa falta de manifestação pode ser vista como uma tentativa de evitar repercussões negativas em sua imagem, uma vez que a empresa já enfrenta críticas por sua atuação em relação à segurança de suas barragens.