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Quaest aponta aumento da rejeição a Lula após megaoperação no Rio de Janeiro

A verdade é que o tema da segurança pública voltou com força total. Segundo a Quaest, 38% dos entrevistados apontam a violência como o principal problema do país, número que subiu consideravelmente em relação a outubro (quando era 30%). O sentimento de insegurança cresceu e isso tem pesado na avaliação do governo.

Enquanto isso, governadores e prefeitos tentam surfar na onda da “tolerância zero” ao crime, reforçando ações ostensivas e prometendo mais investimentos em policiamento. O governador do Rio, por exemplo, saiu em defesa da operação e ganhou apoio nas redes sociais.

Do outro lado, Lula tenta equilibrar o discurso: de um lado, não quer parecer insensível às vítimas da violência; do outro, busca evitar a imagem de um governo que apoia o “abate generalizado”. Uma corda bamba que, ao que tudo indica, está desgastando sua imagem diante de um eleitorado cada vez mais exigente — e cada vez mais preocupado com a falta de segurança nas ruas.

No fim das contas, o episódio serviu como um termômetro político e social. Mostrou que, por mais que o Brasil tenha vários problemas urgentes, a segurança continua sendo uma ferida aberta que, quando cutucada, faz o país inteiro reagir. E, dessa vez, o impacto veio direto no coração do Planalto.

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