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Entre risadas, Janja ironiza imprensa na COP30 e causa constrangimento

A primeira-dama Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, voltou a ser assunto nas redes sociais nesta segunda-feira (10), durante a COP30, em Belém (PA). Ela deu uma leve cutucada nos jornalistas que estavam cobrindo o evento ao comentar, de forma bem irônica, sobre os altos preços cobrados nas lanchonetes da conferência.

Enquanto passava pelos estandes de alguns veículos de comunicação, Janja soltou a provocação: “Já compraram coxinha?”, perguntou, com um sorriso meio debochado, olhando para os profissionais de imprensa. A pergunta ficou no ar — ninguém respondeu. O silêncio constrangedor foi registrado por quem estava por perto e rapidamente repercutiu nas redes, como tudo que envolve o casal presidencial.

O comentário da primeira-dama veio justamente depois de uma onda de críticas aos preços abusivos dentro da área restrita do evento. Nas redes sociais, jornalistas e visitantes da COP30 vinham relatando o absurdo dos valores cobrados por alimentos simples, como salgados e bebidas. O jornalista Márcio Gomes, da CNN Brasil, contou que desembolsou R$ 99 por dois salgados e um refrigerante. Já Júlia Duailibi, da GloboNews, mencionou que uma coxinha chegava a custar R$ 30 — o que virou piada e meme quase instantâneo.

Pra quem não acompanha, a COP30 é uma conferência internacional sobre mudanças climáticas, e o evento em Belém tem atraído lideranças políticas e ambientais do mundo todo. Mas, em meio a debates sobre sustentabilidade e preservação, o que acabou dominando o noticiário foi mesmo o preço das comidas. Afinal, R$ 25 por uma lata de água é de cair o queixo.

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Segundo o portal UOL, a repercussão negativa fez efeito. Após tantas reclamações, os comerciantes acabaram reduzindo parte dos valores. Antes disso, o cardápio era praticamente um luxo de aeroporto internacional: pão de queijo por R$ 30, almoço custando entre R$ 60 e R$ 90 e até refrigerante sendo tratado como item premium.

O episódio trouxe à tona uma crítica recorrente sobre grandes eventos internacionais realizados no Brasil: o distanciamento entre a realidade da população e a estrutura montada para autoridades e convidados. Enquanto o discurso fala em “sustentabilidade e inclusão”, na prática, os preços e as condições acabam excluindo boa parte dos participantes e trabalhadores.

Janja, que costuma se envolver com temas sociais e culturais, parece ter usado o tom de ironia pra jogar uma luz sobre essa situação — ou, quem sabe, pra dar uma alfinetada leve no noticiário que sempre a persegue. Afinal, ela já foi alvo de manchetes por bem menos.

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