Vídeo: “Especialista” em segurança revela que pedra neutralizaria bandidos
A cientista política Jacqueline Muniz, professora do curso de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), acabou virando assunto nas redes sociais depois de um comentário polêmico sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro — aquela que terminou com 121 mortes e movimentou o noticiário na última semana.
Durante uma entrevista, Jacqueline soltou uma frase que rapidamente se espalhou pela internet. Segundo ela, criminosos armados com fuzil poderiam ser neutralizados até com uma pedra. A declaração, no mínimo curiosa, caiu como uma bomba nas redes.
“O criminoso tá com o fuzil na mão, ele é facilmente rendido por uma pistola, até por uma pedra na cabeça. Enquanto ele tá tentando levantar o fuzil e colocar o fuzil pra atirar, alguém joga uma pedra e já derrubou o sujeito”, disse a professora.
O trecho viralizou após ser compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que não perdeu tempo para ironizar a fala e provocar a professora. Em tom de deboche, o parlamentar lançou até um “desafio público”:
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“Se você subir a favela e fizer um bandido armado com fuzil ser rendido com uma pedrada na cabeça, eu faço campanha pro Lula. Desafio lançado, pica-pau”, escreveu Nikolas no X (antigo Twitter).
A publicação de Nikolas, como era de se esperar, gerou uma enxurrada de comentários. Uns defenderam a cientista política, alegando que ela quis usar uma metáfora; outros acharam a fala absurda, sem noção e até perigosa, considerando o contexto da operação que deixou dezenas de mortos.
Quem também resolveu se manifestar foi a policial militar Munique Busson, que participou diretamente da ação no Complexo da Penha. Visivelmente incomodada, ela gravou um vídeo e postou no Instagram, respondendo de forma dura à fala da professora da UFF.
“Vou falar um negócio pra vocês… Tenho 10 anos como polícia. Sabe qual a parte mais difícil? É ouvir ‘especialista em segurança pública’ falando essas coisas. Eu estava lá! Eu convido você, Jacqueline, pra fazer um estágio prático com a gente, pra ver de perto o que é segurança pública, em vez de ficar falando m**** na televisão”, disparou Munique, misturando ironia e indignação.
O episódio, claro, acendeu mais uma vez o debate sobre segurança pública, operações policiais e o papel dos especialistas no tema. Enquanto parte da população cobra ações mais duras contra o crime organizado, outra parcela critica a letalidade das operações e defende medidas mais estratégicas, menos violentas.