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Rotina secreta de Bolsonaro, como ele passa os dias à espera da pena

Em contagem regressiva pra ser preso depois da condenação por envolvimento na chamada trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda tenta segurar as pontas. Mesmo com o peso da decisão judicial sobre ele, o ex-mandatário segue articulando com aliados e pensando nos próximos passos da direita brasileira. Nos bastidores, dizem que o foco agora é “deixar a casa arrumada”, já que o relógio corre e pode estar perto o dia em que ele vai começar a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

Desde o começo de agosto, Bolsonaro vive em prisão domiciliar, e a rotina dele tá longe de ser só política. Boa parte do tempo, ele gasta navegando no YouTube, vendo vídeos e revendo discursos antigos. Também assiste a alguns canais da TV aberta, principalmente quando passam jogos de futebol, algo que ele sempre curtiu. Segundo gente próxima, o ex-presidente se anima um pouco quando o Palmeiras entra em campo, mas o clima geral tem sido de abatimento.

Fontes próximas contaram ao portal Metrópoles que o ex-chefe do Planalto anda visivelmente desanimado, tanto pelo peso da condenação quanto pelos problemas de saúde que não dão trégua. As crises de soluço voltaram, aquelas que ele já tinha lá atrás, e ele tá tomando remédios pra tentar controlar. Além disso, tem enfrentado episódios de enjoo e até vômitos, o que preocupa os assessores mais próximos.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem refletido bastante sobre as poucas alternativas jurídicas que restam. Ele acredita que deve, em algum momento, ser levado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Mesmo assim, mantém a esperança de cumprir a pena em regime domiciliar, alegando motivos de saúde. A defesa, por sua vez, continua tentando todas as manobras legais possíveis pra adiar o inevitável.

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Na segunda-feira (28), os advogados do ex-presidente protocolaram novos embargos no Supremo Tribunal Federal (STF). O documento pede uma revisão da pena, argumentando que a condenação foi “injusta e equivocada”. A defesa também reclamou que o acórdão ignorou pontos importantes, como a tese de “desistência voluntária” — argumento de que Bolsonaro teria recuado antes de praticar qualquer ato efetivo da suposta tentativa de golpe. Segundo os advogados, essa parte nem chegou a ser analisada direito.

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