Operação no RJ: 64 mortos, retaliação do CV e caos por todos os lados
A Megaoperação que Mudou o Cenário do Rio de Janeiro: Entenda o que Aconteceu
O dia 28 de outubro de 2025 será lembrado no Rio de Janeiro como um marco triste e impactante na luta contra o crime organizado. Nesse dia, uma operação policial de grande escala resultou em um número recorde de mortes, totalizando 64 vidas perdidas, sendo 60 delas de possíveis criminosos e 4 de policiais, incluindo dois civis e dois militares do BOPE.
O Motivo da Ação
A operação foi desencadeada com o objetivo de combater a expansão territorial do Comando Vermelho (CV), uma das facções mais poderosas e temidas do Brasil. O foco principal estava nas comunidades do Alemão e da Penha, áreas que se tornaram conhecidas pela intensa atividade criminosa. O governo do estado alegou que a ação era necessária para prender lideranças do crime que atuavam não apenas no Rio, mas também em outros estados do país.
Cenas de Conflito e Tensão
Desde as primeiras horas do dia, a cidade foi palco de cenas que lembravam um conflito bélico. Drones policiais sobrevoaram as áreas afetadas, registrando imagens de grupos de criminosos armados até os dentes, utilizando roupas camufladas e portando fuzis em fuga pelas trilhas da mata na Vila Cruzeiro, dentro do Complexo da Penha. A operação foi uma demonstração do poderio policial, com cerca de 2500 agentes das Polícias Civil e Militar nas ruas, apoiados por tecnologia de ponta que incluía drones, helicópteros, blindados e veículos de demolição.
Dados da Operação
- Mortes: 64 (60 criminosos e 4 policiais)
- Prisões: 81
- Fuzis apreendidos: 75
Esse número de vidas perdidas é alarmante, pois representa mais que o dobro da operação que anteriormente detinha o título de mais letal, ocorrida em maio de 2021, que resultou em 28 mortes no Jacarezinho.
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A Resposta do Crime Organizado
Como era de se esperar, a resposta do crime não tardou a chegar. O Comando Vermelho, em retaliação ao avanço da polícia, promoveu uma onda de caos pela cidade. A Linha Amarela, uma das principais vias do Rio, foi fechada na altura do pedágio sentido Barra da Tijuca, enquanto caminhões foram sequestrados em diversas localidades, incluindo a Avenida Brasil e São Gonçalo. Um ônibus também foi tomado no Centro. A Polícia Rodoviária Federal teve que reforçar o policiamento nas estradas federais, devido ao clima de tensão que se espalhava.