Lula confirma plano macabro para tirarem a vida de Alexandre de Moraes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acabou movimentando o noticiário político nesta segunda-feira, 27 de outubro, ao comentar detalhes de uma conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O bate-papo, que aconteceu durante um encontro oficial, acabou ganhando repercussão por envolver o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Lula, Bolsonaro “faz parte do passado da política brasileira” e já não teria mais influência no atual cenário.
Durante a conversa, o petista surpreendeu ao revelar que teria havido um plano para assassiná-lo, junto com seu vice, Geraldo Alckmin, e também o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O presidente relatou o episódio diretamente a Trump, destacando a gravidade da situação e os riscos que o país enfrentou nos últimos anos.
“Ele sabe que rei morto, rei posto. O Bolsonaro faz parte do passado da política brasileira. Eu até disse pra ele, depois de umas três reuniões comigo, você vai entender que o Bolsonaro era praticamente nada”, contou Lula, em tom firme.
Em seguida, o presidente brasileiro afirmou ter explicado ao líder norte-americano “a gravidade do que tentaram fazer no Brasil”. Segundo ele, “havia um plano pra matar a mim, meu vice e o ministro Alexandre de Moraes”. A declaração pegou muita gente de surpresa, inclusive aliados próximos, que não esperavam tamanha exposição do tema em um encontro internacional.
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Até o momento, a família Bolsonaro ainda não se manifestou sobre as falas de Lula, que ocorreram durante sua passagem pela Malásia — país onde o presidente tem cumprido agenda diplomática nos últimos dias. O silêncio do clã Bolsonaro, contudo, já vem sendo interpretado de diferentes maneiras por analistas políticos: alguns veem como estratégia, outros como sinal de desgaste e isolamento.
Enquanto isso, Donald Trump também comentou sobre o ex-presidente brasileiro. Diante da imprensa, o republicano afirmou que sempre teve uma boa relação com Bolsonaro e que o assunto não estava na pauta da reunião com Lula. “Sempre gostei dele. Me sinto mal pelo que aconteceu. Acho que ele é um cara honesto, mas passou por muita coisa, muita mesmo”, disse Trump, sem entrar em detalhes.
A declaração, vinda de alguém com forte influência no cenário político internacional, trouxe ainda mais combustível ao debate sobre o futuro político de Bolsonaro, que nos últimos meses vem enfrentando um momento delicado — tanto emocionalmente quanto judicialmente. Entre investigações, perda de apoio e crises dentro da própria direita, o ex-presidente tem mantido um perfil mais discreto, aparecendo pontualmente em eventos e evitando entrevistas mais longas.